Ele é o galã do momento nos Estados Unidos. Com a febre de Leonardo DiCaprio esfriando, David Duchovny assume o posto do queridinho de Hollywood. O astro de ‘‘Arquivo X’’ (exibido no Brasil pela Record e canal pago Fox) está na capa da revista ‘‘Vanity Fair’’ deste mês e tem aparecido em diversos programas de entrevistas por conta do sucesso do seriado, que deve aumentar ainda mais com a estréia de sua versão cinematográfica.
Para se ter uma idéia do fanatismo dos americanos pelo programa - e por Duchovny - os números impressionam: 20 milhões de pessoas assistem aos capítulos inéditos, exibidos nas noites de domingo, e mais 10 milhões seguem as reprises. Uma feira só sobre o seriado e os assuntos que ele envolve acaba de completar mais uma turnê anual por dez cidades nos Estados Unidos. O tamanho do fenômeno chega a ser maior do que o de ‘‘Star Trek’’, que foi produzido por apenas três anos. ‘‘Arquivo X’’ já está no ar há cinco anos e, de acordo com o último contrato da equipe, vai existir por pelo menos mais dois. De quebra, pelo segundo ano consecutivo, o programa levou o Globo de Ouro de ‘‘melhor série dramática’’, ganhando de ‘‘Plantão Médico’’ e ‘‘Chicago Hope’’, entre outros.
E o perfil misterioso de Duchovny é responsável por uma grande fatia do sucesso. O galã que largou o mestrado de literatura inglesa na Universidade de Yale para tentar a vida de ator conquista cada vez mais corações com sua expressão séria e seu olhar intrigante.
Foi aconselhado por um colega da faculdade que ele resolveu ir fazer comerciais para ganhar a vida. Cansado de trabalhar como salva-vidas e bartender, o nova-iorquino que foi colega de escola de John F. Kennedy Jr., resolveu tomar algumas aulas de atuação. Logo ele estava vivendo o papel do agente Mulder, que ao lado de Scully, a personagem de Gilliam Anderson, forma o núcleo dramático de ‘‘Arquivo X’’.
Hoje ele ganha US$ 110 mil por episódio semanal para aparecer como o agente que nunca sorri. Fora da TV, no entanto, ele tem motivos de sobra para comemorar. A produção do seriado acaba de trocar Vancouver, no Canadá, por Los Angeles, permitindo que ele passe mais tempo com a atriz Téa Leoni, a estrela do seriado ‘‘The Naked Truth’’ (exibido no Brasil pelo canal Sony). Os dois se casaram discretamente em Nova York há um ano.
Duchovny, que construiu uma fama de conquistador por seu envolvimento com diversas modelos, conheceu Téa por conta de um programa de entrevistas. Os dois têm a mesma empresária, que deu uma de cupido em janeiro do ano passado e convidou o casal para a mesma festa. Três meses depois eles estavam na prefeitura de Nova York dando entrada nos papéis. Eles mantiveram em segredo os primeiros meses de casamento, mas de uns tempos para cá vêm contando detalhes do relacionamento: ‘‘Todo mundo me dizia que David era um maníaco sexual’’, disse a atriz em uma entrevista à revista ‘‘Elle’’ norte-americana. ‘‘Logo descobri que não era bem assim’’, soltou.
Embora esteja representando no cinema o mesmo personagem com que ficou conhecido na TV, o filme deve ajudar Duchovny a ganhar reconhecimento por seu trabalho na tela grande. Até agora ele esteve apenas em papéis pequenos em filmes de pouco sucesso, como ‘‘Kalifornia’’ e ‘‘Julia e Seus Dois Amantes’’, além de uma ponta em ‘‘Uma Secretária de Futuro’’. No ano passado, ele fez o papel de um médico em ‘‘Playing God’’, um fracasso de bilheteria em que ele parecia completamente deslocado.
Se ‘‘Arquivo X - O Filme’’ quebrar recordes de bilheteria, ele pode subir mais um patamar na escada da fama, ganhando mais mobilidade e poder em Hollywood. E se depender da expectativa em torno da estréia, é isso mesmo que vai acontecer.

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