O que ver
- Mercado de São José. Foi uma dos primeiros edifícios com construção de ferro no Brasil. Inaugurado em 7 de setembro de 1875, é uma cópia dos mercados europeus, em estilo néoclassico, como o de Granelle e Les Halles, em Paris. Situado no histórico bairro de São José, passou por reformas em 1906, 1941 e 1989, quando, perto de ser reaberto, foi destruído por um incêndio. Apesar de tudo, sua estrutura metálica com quatro águas, coberta de telhas francesas, e seu vão central em arcos continuam originais. O Mercado integra o Patrimônio Cultural do Brasil.
- Casa da Cultura. Antiga Casa de Detenção, entre 1855 e 1967, Foi restaurada em 1975 e desde então é um centro cultural, com muitas lojas de artesanato. Fica no bairro de Santo Antônio e abre todos os dias.
- Teatro Santa Isabel. Construído em 1844, seu nome é uma homenagem à filha de D. Pedro II. É a principal obra do francês Louis Léger Vautheir e o edifício neoclássico mais importante do Recife. Fica na praça da República e abre de segunda a sexta-feira.
- Bairro do Recife. Tem um belo casario e muitas construções antigas. Fica no marco zero da cidade e todas as sextas-feiras é palco de shows e danças ao ar livre.
- Torre Malakoff. Tem estilo tunisiano, quadrangular, janelas estreitas, relógio e uma pequena cúpula. Foi construída em 1855, para ser a sede do Arsenal da Marinha.
- Poço da Panela. É um bairro do século 19, com muita história e beleza nas fachadas e nos telhados do casario. O acesso é pela avenida 17 de agosto (Casa Forte).
- Forte das Cinco Pontas. Foi construído originalmente em taipa, pelos holandeses, em 1630. Em 1677, Fernandes Vieira o destruiu completamente. Mas logo depois reergueu em alvenaria um outro forte, com apenas quatro pontas, concluído em 1684. Hoje é um Centro Turístico que abriga o Museu da Cidade do Recife e o Teatro do Forte. Fica no bairro de São José e abre todos os dias.
- Forte do Brum. Construido inicialmente por Matias de Albuquerque, em 1629, destinado a proteger o Porto do Recife, foi parcialmente destruído em 1669. A atual construção, em estilo colonial, data de 1690 e foi executada por Fernandes Vieira. Abrigou refugiados durante a Revolução Pernambucana de 1817. Fica na Praça Luso Brasileira, no bairro do Cais do Apolo, e abre de terça a domingo.
- Galeria Gilberto Freyre. Localizada no Solar dos Apipucos, onde viveu o mestre Gilberto Freyre, reúne seu patrimônio cultural, bens e acervos. Fica na avenida 17 de agosto, bairro do Monteiro.
- Galeria Aluísio Magalhães. Abriga o acervo do artista e uma pinacoteca de autores pernambucanos. Fica na rua da Aurora, no bairro Boa vista, e abre de segunda a sexta-feira.
- Academia Pernambucana de Letras. Em estilo neoclássico, o prédio data do século 19, projetado pelo engenheiro francês Louis Vauthier. Era a casa do barão Rodrigues Mendes, desapropriada em 1966 para sediar a Academia Pernambucana de Letras. Fica na avenida Rui Barbosa, no bairro da Ponte DUchoa.
- Museu de Arte Sacra Padre Roberto Barbalho. Abriga peças sacras dos séculos 17, 18 e 19, na rua Nova, bairro de Santo Antônio. Abre de segunda a sexta-feira.
- Museu Brennand. Esculturas e peças em cerâmica compõem um local de extrema beleza, onde se aprecia a diversidade da expresão artística e cultural de Francisco Brennand.
- Museu da Cidade do Recife. Mapas, documentos, gravuras, retratos, indumentárias, livros raros. Fica no Forte das Cinco Pontas e abre de segunda a domingo.
- Museu do Homem do Nordeste. É composto pelos museus de Antropologia, do Açúcar e da Arte Popular. Ali estão exemplos da cultura do lavrador e do trabalhador rural, da agroindústria canavieira e da arte popular do Nordeste, em peças de cerâmica, cestarias, mobiliário, pinturas, louças, pratarias e instrumentos de trabalho agrícola. O acervo completo do Maracatu Elefante é um dos destaques do museu. Possui biblioteca especializada. Realmente, é imperdível. Fica na avenida 17 de agosto, bairro de Casa Forte.
- Museu do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco. Tem um valioso acervo histórico, como as pedras que marcaram a divisa das capitanias de Pernambuco e Itamaracá (1536), um canhão holandês de bronze pesando três toneladas; a primeira prensa do Diário de Pernambuco, o mais antigo jornal da América Latina. Fica na rua do Hospício, no bairro Boa vista, e abre às terças e quartas-feiras.
- Igrejas. Um passeio a pé pelo centro do Recife é a melhor forma de se conhecer as belas igrejas da cidade. Entre elas, a da Ordem Terceira de S. Francisco, conhecida como Capela Dourada, construída em 1697. É toda revestida em madeira trabalhada e o altar-mor em talha dourada, com imagens do século 18. Anexo à capela está o Museu Franciscano da Arte Sacra. Fica na rua do Imperador D. Pedro II, no bairro Santo Antônio, com visitação de segunda a sábado.
- Santíssimo Sacramento. Conhecida como Matriz de Sto. Antônio, data de 1731, mas só foi concluída 60 anos depois. O barroco pernambucano está todo ali. É a única igreja do Recife que possui uma estátua de São Jorge. Fica na avenida Dantas Barreto, no bairro Sto. Antônio, e está aberta à visitação todos os dias.
- Catedral de São Pedro dos Clérigos. Construída em 1728 e reformada em 1759 em pedras de cantaria portuguesa. Suas portas são em jacarandá e o teto foi pintado por João de Deus Sepúlveda. Fica no Pátio de São Pedro, no bairro de São Pedro, onde casas dos séculos 18 e 19 foram tombadas e hoje funcionam como lojas de artesanato, restaurantes e antiquários com bons preços. Nos finais de semana há apresentações folclóricas.
- Igreja de Nossa Senhora do Terço. Construída onde existiu um nicho com a imagem de Nossa Senhora, diante da qual os visitantes rezavam o terço em agradecimento por terem chegado ao Recife. Foi construída em 1726 e reconstruída em 1873. Em frente a ela foi despojado de suas ordens o Frei Caneca, e suas vestes eclesiásticas foram trocadas pela túnica branca com que eram executados os condenados à morte. As vestes de Frei Caneca, um dos líderes da Confederação do Equador, foram enterradas na frente da igreja, num local identificado por uma pedra de mármore. Na noite de segunda-feira de carnaval, os figurantes dos maracatus homenageiam os negros mortos durante a escravidão, após a meia-noite, em silêncio, ao toque surdo dos tambores. A igreja fica no Pátio do Terço, bairro São José.
- Basílica Nossa Senhora do Carmo. Foi edificada em terras do antigo Palácio da Boa Vista, construído por Maurício de Nassau em 1767. Seu altar é dominado por uma imagem da santa em tamanho natural. Anexo à igreja há uma pinacoteca com pintura do século 18. Em 1919, Nossa Senhora do Carmo foi coroada solenemente como a Padroeira da Cidade do Recife. Finca na avenida Dantas Barreto, também no bairro de Santo Antônio, e pode ser visitada de segunda a sábado.





