‘‘Marinhas - Arqueologia da Morte’’ é o nome da nova exposição individual do fotógrafo português, radicado em Curitiba, Orlando Azevedo. Em cartaz a partir de hoje no MON (Museu Oscar Niemeyer), na capital, a mostra é o resultado de uma pesquisa que já dura mais de duas décadas.
  Ao longo dos anos, Azevedo recolheu objetos e fósseis encontrados em praias dos mais diferentes lugares e os registrou em estúdio. Agora, apresenta ao público esse material na forma de um painel de ‘‘náufragos da existência’’, como ele mesmo define. ‘‘Trata-se de um olhar da morte como a grande viagem da passagem e da vida’’, diz o artista, para quem a fotografia promove, além do resgate da memória, a ‘‘ressurreição da extinção’’.
  Com curadoria do próprio Azevedo, ‘‘Marinhas - Arqueologia da Morte’’ conta com 33 imagens de 1 metro por 1 metro e 30 centímetros, produzidas com câmeras de grande formato e chapas de filme rígido. Acompanham as fotos poemas dos autores preferidos de Azevedo - um expediente comum em sua trajetória artística, sempre marcada pelo diálogo com a escrita poética e a música.
  Para a historiadora portuguesa Maria do Carmo Séren, conhecedora do trabalho do fotógrafo, a arqueologia proposta por Azevedo reconstitui a vida e o desejo que não existem mais. ‘‘Ele insinua que o tempo foi interrompido, que a morte evidente dos restos apela para a vida que foi’’.


SERVIÇO
Quando - Terça a domingo,
das 10h às 18h
Quanto - R$ 4 e R$ 2 (meia).
Gratuito para grupos agendados de escolas da rede públicas, estudantes até 12 anos, maiores de 60 anos e no primeiro
domingo de cada mês
Mais informações - (41)
3350-4442 ou
www.museuoscarniemeyer.org.br

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