A Editora Ground acaba de lançar uma agenda 97/98 dedicada exclusivamente ao público feminino. Os textos selecionados pela jornalista Maria Inês Castilho, com o objetivo de ajudar a mulher brasileira do final dos anos 90 a ‘‘compreender este mundo de turbulências e a navegar com serenidade através de seus mares e continentes interiores’’. Também nos últimos anos, foram editadas várias publicações dirigidas às mulheres de 30, 40, 50 anos, solteiras ou casadas.
Uma educadora de Pouso Alegre (Minas), Rita Faria, questiona o trabalho feminino no livro ‘‘Mulher ao quadrado - raiz quadrada de homem’’ e afirma que, depois de muitos anos de luta pela igualdade, as mulheres perceberam que estão trabalhando em dobro e sem o reconhecimento dos homens e da sociedade. Mas nem só de queixas vive a literatura feminina. Há livros de orientação para as mulheres casadas, para as que querem se casar e para as solitárias.
Novela O livro ‘‘A Idade da Loba’’, de Regina Lemos, fez tanto sucesso que acabou se transformando em novela da Bandeirantes, produzida pela TV Plus. Já ‘‘Mulheres que Correm com os Lobos’’, de Clarissa Pinkola Estés (Editora Rocco), é considerado uma espécie de bíblia para a mulher. Algumas leitoras garantem que em qualquer página a ser aberta há alguma idéia que se encaixa no dia-a-dia.
Daniéle Laufer preocupa-se em orientar a mulher solitária em seu livro ‘‘A Arte de Viver Sozinha’’ (Nova Fronteira). Já para quem gosta de humor, uma boa indicação é ‘‘Confissões das Mulheres de Trinta’’, da Editora Objetiva, com depoimentos das atrizes Clarice Niskier, Priscilla Rozembaum, Cacá Mourthé, Lenita Plonezynski, Dedina Bernardelli, Clarisse Derzié e Maitê Proença. Todas são adeptas do ‘‘é agora ou nunca’’, no caso das que chegam a essa idade.
E, na linha da auto-ajuda, ‘‘A Revolução Interior’’, da americana Gloria Steinem, usa experiência pessoal para dar seus conselhos. ‘‘Só na terceira década da minha vida comecei a suspeitar de que poderia haver um centro interno de poder que eu estava negligenciando’’, afirma a escritora. Os críticos não perdoaram o deslize: demorou, hein?
(C.C)

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