O QUE ELE DISSE
Confira algumas frases de Renato Russo
''Sempre gostei de música como forma de expressão. Os românticos de antigamente, como Casimiro de Abreu, escreviam poesias quando tinham 20 anos. Depois, no início do século 20, vieram os pintores e escultures da Semana de Arte Moderna. Teve o pessoal que fazia teatro coletivo na década de 60 aqui no Brasil. Para nós, o rock foi o caminho ideal. É mais fácil compor uma canção e cantar do que escrever um livro. Qual a outra alternativa? Fazer um vídeo? Isso é outra área, outra geração. Como sou muito verbal, nenhuma outra forma iria traduzir o que eu queria dizer''.
''Eu escolhia todos os meninos bonitinhos e via se tinham um mínimo de talento musical. Tinha um menino chamado Beto Pastel. Era um homem lindo, mas não sabia tocar nada''.
''Quando o Sid Vicious morreu, eu chorei, chorei de raiva. Foi o primeiro porre de minha vida - tomei uma garrafa de vinho Chapinha. Ele era meu ídolo! Ídolo! Eu tinha um crocodilozinho empalhado que era o Sid - bem, qualquer coisa para horrorizar meus pais, né! - e também um mural imenso no meu quarto, onde eu rabiscava com caneta pilot: ''I Wanna Be a Junkie''. O meu sonho era ser junkie''.
''A única coisa que eu sei é o seguinte: as pessoas acompanham o que a gente faz não porque mostramos uma grande novidade, porque o rock não é nem um pouco original, e sim porque o que nós fazemos já estava dentro delas. Então um garoto compra um disco do Legião - dos Titãs, do Lobão, ou de quem quer que seja - e, antes de ir para o colégio, ele vai ouvir aquela música, vai pensar na vida, no país, no governo, na situação caótica, em ecologia, em crimes, medos, angústias, felicidade. É legal você ter uma trilha sonora''.





