O que 2016 reserva para os espaços culturais?
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domingo, 03 de janeiro de 2016
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local
Com o término do ano 2015, é chegado o momento de fazer um balanço dos meses que se passaram e traçar novos objetivos para o ano que se inicia. No âmbito dos espaços culturais de Londrina, o ano não foi bom, e o próximo, a princípio, parece não ter grandes perspectivas. Dentre os espaços pesquisados pela FOLHA Teatro Municipal de Londrina, Teatro Ouro Verde, Teatro Mãe de Deus, Casa da Criança, Museu de Arte de Londrina e Teatro Zaqueu de Melo apenas dois têm bons prognósticos: a Casa da Criança e o Teatro Mãe de Deus.
Depois de anos sem qualquer intervenção, agravados pela falta de interessados no edital de licitação de 2011 até 2014 foram cinco licitações desertas as obras da Casa da Criança iniciaram em 2015 e se mantiveram dentro do cronograma. A previsão de entrega era em dezembro, mas a empresa pediu um adiamento para fevereiro, o que deve ser acatado pela secretaria. O pagamento da obra em questão foi realizado com recurso da própria pasta, que tem adotado a postura de investir parte de seu orçamento em obras.
Para 2016, a secretaria teve cerca de R$ 500 mil aprovados para o orçamento. Onde essa verba será investida, no entanto, ainda não foi decidido. Isso porque as demandas são várias e o recurso não é suficiente. "Temos várias frentes abertas e precisamos tomar decisões que serão mais efetivas com o uso do recurso: se numa primeira fase do Museu de Arte que necessita de restauro ou na reforma do Zaqueu de Melo, que, caso não aconteça, corre o risco de ficar fechado durante o ano."
RETA FINAL
Já o Teatro do Colégio Mãe de Deus deve ficar pronto até julho de 2016. O que dá tanta certeza da conclusão das obras é um grande evento já marcado para agosto de 2016 no local: o 1º Congresso Internacional Schoenstatt de Educação. Segundo Ary Sudan, um dos integrantes da comissão de construção, as obras estão em estágio final, mas ainda faltam detalhes importantes como cenotecnia e acabamento. "O quanto antes conseguirmos, colocaremos o teatro em pleno funcionamento", garante.
Com 530 lugares, o espaço poderá abrigar diversos tipos de eventos e apresentações. O projeto total do teatro está orçado em cerca de R$ 13,5 milhões, dos quais R$ 5,5 milhões vieram de recursos do próprio colégio, cujas obras pararam em 2009. A partir daí, foi realizado um projeto para ser viabilizado via Lei Rouanet, dos quais R$ 5 milhões vieram de benefícios de incentivos fiscais, e as obras foram retomadas em 2012. Dessa forma, ainda faltam pouco mais de R$ 3 milhões. "Se não conseguirmos que mais empresas destinem seus impostos, teremos que contar com doações espontâneas."
Por ter contrapartida de recursos provenientes de incentivos fiscais, o local tem a característica de ser um espaço sem fins lucrativos e, portanto, terá alguns benefícios sociais como distribuição de convites à comunidade e descontos. Até o momento, cerca de vinte empresas já contribuíram com a iniciativa; todas de fora de Londrina. "Nossa expectativa é de que o empresariado local nos ajude nessa reta final para que Londrina tenha um espaço de qualidade para a cultura", enfatiza Sudan.
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