Organizadores do festival dão sua versão sobre o caso
Um dos diretores da Calvin, Victor Aronis, disse ter achado inadequada a abordagem das negociações entre Thomas e o festival no palco. ‘‘Não precisava fazer parte. Isso não é verdade e o público não tem nada a ver com isso. É uma irresponsabilidade. Ele fez qualquer coisa no palco. Me deu essa sensação’’, critica Aronis.
Se Gerald Thomas causa problemas, por que o festival volta a convidá-lo? ‘‘Ele ofereceu dois espetáculos – dois monólogos na época – que seriam ‘Coro’ e ‘Camarim’. Quatro dias atrás ele nos ligou dizendo que não estava conseguindo terminar os espetáculos, que estava estressado. Propôs, então, juntar os dois em um só e trazer o ‘Ventriloquist’. Não queríamos este espetáculo porque já estava circulando no Rio e em São Paulo. Propusemos inseri-lo no Fringe, para o qual não pagamos cachê. Mesmo assim, ele ficou com o mesmo valor combinado antes.’’
Aronis ressaltou que Thomas não tinha dinheiro para produzir o espetáculo e, por isso, pediu um adiantamento de 50% do cachê – valor não revelado. ‘‘Pagamos a parcela. Ele foi o único a receber uma parte adiantada.’’ Quanto à possibilidade de mais polêmica, Victor Aronis declarou: ‘‘Gerald diz que o Festival de Curitiba precisa dele. Pelo jeito é ele quem está precisando do festival para aparecer.’’ (Jackeline Seglin)

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