Curitiba - O movimento, o barulho e o silêncio do Porto de Paranaguá, no litoral do Estado, ganharam cores nas telas do artista plástico Fernando Calderari. Ele escolheu o tema para seu mais recente trabalho, que pode ser visto a partir de hoje na exposição individual no Solar do Rosário, em Curitiba. São 25 telas inéditas que retratam a beleza paradoxal presente até mesmo no desgate dos equipamentos de um dos maiores portos do Brasil.
Esta não é a primeira vez que o artista escolhe um porto como tema. Ele já havia retratado o porto de Hamburgo, na Alemanha. Este ano decidiu trazer a idéia para a realidade brasileira e escolheu o Porto de Paranaguá como ponto de partida para retratar a vida marítima e portuária do País.
Nascido da Lapa em fevereiro de 1939, Calderari é considerado um dos pintores mais representativos do Estado. Formado pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná e pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), o artista desenvolveu uma didática a partir da sua experiência e passou a lecionar pintura, desenho e teoria da conservação e restauração da pintura nas duas universidades em que se formou.
Calderari faz parte do Congresso Internacional de Artes Plásticas em Varna, na Bulgária e ministra, em todo o País, cursos, conferências e simpósios tendo a arte como tema principal.
Depois de passar três meses retratando imagens do Porto de Paranaguá, o artista pretende pintar outros portos do Brasil. Ele justifica a predileção explicando que o porto, assim como a arte, é mundo à parte, com características particulares. ''A escala humana fica muito pequena inserida neste contexto. É interessante procurar estabelecer essa noção de espaço'', diz.
Serviço: Mostra de Pinturas - Porto de Paranaguá. Até 20 de dezembro, no Solar do Rosário (Rua Duque de Caxias, 4, Largo da Ordem). Entrada franca.

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