O pop na meia-idade Novo álbum devolve prestígio à banda que foi uma das expoentes da Inglaterra nos anos 80 ReproduçãoO 13º disco do The Cure é um dos melhores de sua carreira Nelson Sato De Londrina Se a continuação do Oasis gerava desconfiança, imagine o The Cure que já conta com mais de duas décadas nas costas. Há tempos se fala do fim do grupo liderado por Robert Smith. Agora mesmo, o vocalista anda anunciando a intenção de gravar um álbum-solo (o projeto envolve cinema) até o final desse ano, quando ele comemora 40 anos de idade. Bem, se o Cure acabar, vai sair da cena pop por cima. Bloodflowers, o 13º álbum de estúdio, é um dos melhores já lançados pela banda. Melódico e oceânico, joga para cima o prestígio que andou meio em declínio ao longo desta década. O disco pretende ser a última parte da trilogia baixo-astral iniciada em 82 com Pornography e continuada em 89 com Desintegration. Talvez a chegada da meia-idade tenha a ver com isso, radicalizando a vocação dark do compositor. ‘‘Flores de Sangue’’, ‘‘O último dia do verão’’ e ‘‘‘‘Fora deste Mundo’’ são alguns dos títulos nada carnavalescos de algumas faixas. Mas Bob Smith soube dosar a melancolia com inspiradas texturas e melodias. Para os fãs brazucas, a boa notícia é que a turnê do disco deve chegar por aqui entre julho e agosto. Longa vida ao The Cure.

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