‘‘Leila Diniz - sobre as convenções esfarinhadas mas recalcitrantes, sobre as hipocrisias seculares e medulares; o riso aberto, a linguagem desimpedida, a festa matinal do corpo, a revelação da vida.
Leila Diniz - nome acetinado do cartão-postal, o sobrenome de cristal tinindo e partindo-se como se parte, mil estilhas cintilantes, o avião no espaço - para sempre.
Para sempre - o ritmo da alegria, samba carioca do imprevisto da professorinha ensinando a crianças, a adultos, ao povo, toda a arte de ser sem esconder o ser.
Leila para sempre Diniz, feliz na lembrança gravada: moça que sem discurso nem requerimento soltou mulheres de 20 anos presas no tronco de uma especial escravidão.’’Este é o poema que Carlos Drummond de Andrade escreveu em homenagem a Leila Diniz:

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