O Planeta dos Macacos Decepcionante revisita do quase sempre interessante Tim Burton a material que serviu de base para um clássico irrepreensível da ficção científica, ''O Planeta dos Macacos'' realizado há 33 anos por Franklin J. Schaffner. O visual sempre inovador, marca registrada de Burton, bate de frente com um roteiro subdramatizado, inflacionado por bobagens sentimentais e tramas paralelas e inconsistentes. Desapareceram a discussão interracial e a crítica ao militarismo fascista do Estado. A ironia final do filme de 68 continua um achado em originalidade e permanente advertência. Já a surpresinha barata de Burton... **

Moulin Rouge - Entretenimento de primeira em sua metade inicial, este musical nada ortodoxo que abriu em maio a competição do Festival de Cannes perde um pouco o fôlego na parte final. Mas ainda assim extravagância dirigida por Baz Luhrmann (''Romeu + Julieta''), livremente inspirada no mito de Orfeu, pode ser desfrutada com interesse e fascínio. Nada a ver, claro, com os clássicos de John Huston ou Jean Renoir sobre o famoso cabaré francês. Nicole Kidman e Ewan McGregor até que estão bem afinados. ***

Gatos Numa Roubada Atenção: a roubada é com vocês, platéia potencial deste filminho ordinário, sexista, comediota crua e desprezível sobre sete boas-vidas o sentido aqui é pejorativo que apostam mil dólares (o dinheiro é investido e cresce para U$ 500 mil) para ver quem resistirá por último ao casamento. Tentativa de reeditar a remediada originalidade de ''American Pie'', ''Porky's'' ou ''South Park''. *

O Céu Pode Esperar Se você não é fã do comediante Chris Rock, que aliás poucos sabem quem é só pelo nome (o negro imitador de sons em ''Louca Academia de Polícia''), fica ainda mais difícil embarcar nesta refilmagem do ótimo filme homônimo dirigido e interpretado por Warren Beatty em 78, por sua vez também uma refilmagem. Artista amador morre precocemente, vai para o Ceú e acaba aceitando outro corpo para voltar à Terra. Desta vez os irmãos diretores Paul e Chris Weitz (''American Pie'') erraram feio a mão e nem o publico aderiu: o filme custou U$ 13 milhões e só rendeu 11. *

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