O Pequeno Príncipe em cartaz no Guairinha
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de agosto de 1998
Zeca Corrêa Leite 
Uma das mais belas parábolas sobre a amizade, o amor e a solidão chega ao palco em nova montagem. Estréia hoje, no Guairinha, a peça O Pequeno Príncipe, com Gabriel Domingues e Diego Avelleda, dois atores mirins, revezando-se no papel do menino que vem de um planeta distante e cai na aridez da terra.
A história de Saint-ExupSry, escritor francês morto na 2ª Guerra Mundial, continua encantando leitores ao redor do mundo, por mais tecnológica e virtual que a vida possa ser. Quem não conhece as aventuras do menino que passa de um planeta a outro, e nessa trajetória vai conhecendo diferentes criaturas?
O livro carrega o peso de uma injustiça surgida na base da gozação - de que seria a leitura preferida das candidatas nos concursos de beleza. Assim fosse, pois a realidade é muito mais triste. A preferência recai a Paulo Coelho e outras pérolas.
O Pequeno Príncipe é uma obra perene, apesar das investidas do modismo. Aí então esquece-se o chavão das misses, vendem-se livros feito água e depois tudo volta ao normal. Faz parte do destino do menino, da raposa, do piloto, do beberrão, da serpente e de todos os outros personagens encerrados em suas páginas, agora em carne e osso, no tablado do Guairinha.


