Muito mais do que encarar a vida com bom humor, os espetáculos stand up comedy chamam a atenção para o lado patético do cotidiano, encarado com ironia e um olhar sagaz. Às vezes, as piadas soam como uma crítica, em outras podem até levar a uma reflexão. Mas, principalmente, elas são elaboradas para que possamos rir de uma realidade muito próxima à nossa. E é esse humor ácido que o comediante Oscar Filho traz amanhã a Londrina, no espetáculo ''Putz Grill'', em duas sessões no Teatro Marista.
Criada há dois anos, a apresentação faz um apanhado dos melhores textos do comediante desde 2005, com comentários sobre política, relacionamentos, filmes e outros, além de piadas personalizadas. ''Eu sempre coloco informações da cidade em minhas piadas, e cada plateia responde de forma diferente. É sempre um show diferente'', adianta.
Fazer stand up comedy não é fácil. Diferentemente do humor pastelão, em que o ator dispõe de vários recursos para complementar sua performance, no stand up ele precisa basear seu humor apenas em suas palavras, gestos e expressões. A piada bem-sucedida sempre será resultado da combinação acertada desses três elementos, e desde que o texto seja bom. ''Quando o texto é bom, as pessoas se identificam; quando não é tão legal, nem adianta insistir. As pessoas são completamente diretas com você, mesmo porque no stand up nós acabamos tendo essa liberdade de troca muito mais direta com o público'', comenta.
No caso de Oscar Filho, além da experiência (ele ajudou a fundar o Clube da Comédia, de onde também vieram seus colegas Rafinha Bastos e Danilo Gentili, em 2005), ele pôde contar também com seu passado no teatro. Formado pela escola de atores Indac em 2003, no ano seguinte foi indicado como melhor ator no prêmio Coca-Cola Femsa de Teatro com o espetáculo A Matéria dos Sonhos, de Fábio Torres. Também participou de montagens como As Bruxas de Salem, de Arthur Miller, A Serpente e Toda Nudez Será Castigada, ambas de Nelson Rodrigues.
Embora tenha gravado um CD junto com o Clube da Comédia em 2006, apresentado-se em bares e casas noturnas da capital paulista e participado de programas televisivos, foi só como repórter do programa CQC que o ''pequeno pônei'' (como é comumente chamado no humorístico) ganhou notoriedade Brasil afora. Mas seus planos futuros não se fundamentam apenas no humor. ''Hoje estou fazendo o CQC e trabalhando muito mais com humor do que com qualquer outra linguagem, mas adoraria fazer uma peça de teatro diferente disso. Sou ator e isso me dá a possibilidade de não querer parar nunca, e muito menos ficar no mesmo estilo pra sempre. Mas o humor é algo de fato muito forte em meu trabalho e mesmo em minha vida'', reconhece.

SERVIÇO
Quando - Hoje, às 19h30 e 21h30
Onde - Teatro Marista
Quanto - R$ 60 (inteira) R$ 40 (com bônus da FOLHA) e R$ 30 (meia)
Informações - (43) 3326-4664 e (43) 9995-7222
Pontos de venda - Chilli Beans (Shopping Catuaí), Auto Posto Bella Suíça (Av. Higienópolis, 2685), Pimenta Rosa (Alam. Miguel Blasi, 89) e Convite Antecipado (Av. JK, 1599)

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