O pequeno manual do chimarrão
Porto Alegre - Você não vai querer parecer um novato quando for convidado a participar de uma roda de chimarrão em Porto Alegre - e, pode acreditar, eles levam o mate para toda parte. Por isso, vale a pena estudar um pouco esse hábito gaúcho antes de seguir viagem, até porque ele pode ser diferente dependendo da região visitada no Rio Grande do Sul.
Não é preciso acertar cada detalhe já na primeira vez, é verdade. Mas cuide, pelo menos, para não cometer alguns erros graves, como chamar a bomba de canudinho. Não, turistas, canudinho é outra coisa - e o tubo usado para sugar o líquido chama-se bomba. E a bomba é coisa séria, não brinque com ela. Não caia na tentação, por exemplo, de usá-la para misturar a bebida. Na verdade, quanto menos você encostar na bomba, melhor. E também não fique inventando nomes para o ''copo'' em que se toma chimarrão. Só há um nome certo a ser usado: cuia.
Uma vez com a cuia na mão, você precisa beber o líquido até o fim. E até roncar, como dizem por lá. Mesmo que seja agradável tomar o chimarrão em uma roda de amigos, cada um tem a sua vez. O porto-alegrense não passa a cuia ao próximo antes de terminar seu mate.
Vale lembrar, também, que o chimarrão tem um gosto amargo. Os moradores da capital gaúcha vão achar estranho se você pedir para dosar a bebida com açúcar. O máximo que você pode fazer é pedir para usarem uma erva um pouco mais fraca, como a cristalina, aconselhável para iniciantes.
No site do Movimento Tradicionalista Gaúcho (www.mtg.org.br), é possível conferir outras dicas sobre o chimarrão e histórias folclóricas sobre sua origem. (L.F./Agência Estado)





