O Paraná romanceado
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de abril de 1998
Zeca Corrêa Leite 
Como foi o início da colonização paranaense? O romance Paraná, Meu Paiquerê, de Alexandre Drabik, que será lançado hoje, às 18h30, no Memorial de Curitiba, faz um relato dessa época misturando realidade e ficção. Se nem tudo segue à risca os acontecimentos, também não se pode dizer que nas 392 páginas tenha somente fantasia.
O autor começa seu texto a partir do descobrimento do Brasil e termina nos tempos em que se dá a fundação de Curitiba. Personagens e diálogos ajudam a dar tensão e dinâmica ao livro. Como pano de fundo segue a história, que o escritor estudou ao longo de 12 anos até dedicar-se à feitura do texto.
Alexandre Drabik é membro do Instituto Histórico e Geográfico e do Centro de Letras do Paraná. Sua narrativa começa com as aventuras de um jovem que pertenceu à esquadra de Pedro Álvares Cabral, quando de sua chegada ao continente. O moço desce em Cananéia, atinge a Baía de Paranaguá e, impressionado com a Serra do Mar, é impulsionado a atravessá-las para saber o que haveria além daquilo que seus olhos viam.
À beleza extravagante da natureza emenda-se a inferno das dores resultantes do egoísmo, a necessidade do poder e da riqueza, da exploração dos minerais e dos homens, invasões às aldeias indígenas, a morte lenta de civilizações que aqui se encontravam.
Paraná, Meu Paiquerê, é o primeiro livro de uma trilogia que Drabik pretende editar. Neto de poloneses e ucranianos, aposentado da Caixa Econômica Federal, ele anuncia que o segundo volume abordará o período entre a fundação de Curitiba e a chegada dos primeiros imigrantes. Por último, virá o romance que encerra a caminhada dos séculos, situando o tempo entre os conturbados anos de 1960 à década de 70.
Lançamento do livro Paraná, Meu Paiquerê, de Alexandre Draik. Hoje, às 18h30, no terraço do primeiro andar do Memorial de Curitiba (Largo da Ordem). Preço do exemplar: não divulgado.


