DivulgaçãoCena de ‘‘O Vampiro e a Polaquinha’’, espetáculo visto até agora por mais de 100 mil pessoasEm fevereiro o vampiro deixa as ruas de Curitiba para assombrar os paulistanos. ‘‘O Vampiro e a Polaquinha’’ será um dos quatro espetáculos agendados para a 3ª Mostra Sesi de Artes Cênicas, realizada pelo Teatro Popular do Sesi de 21 de janeiro a 15 de fevereiro, em São Paulo.
O Paraná estará representado na semana de 4 a 8 de fevereiro. As demais peças escolhidas são ‘‘Hilda Furacão’’, superprodução mineira que coloca em cena 19 atores e bailarinos; o musical ‘‘Cafona Sim, e Daí?’’, que foi a sensação dos cariocas com o melhor do cancioneiro brega.
Termina com a cearense ‘‘Koi-Guera’’, espetáculo de dança-teatro coreografado por Dora Andrade e encenado por 37 alunas de uma escola de dança voltada à formação de crianças de baixa renda de Fortaleza.
A 3ª Mostra Sesi de Artes Cênicas é um dos eventos de sucesso realizados nesta época em São Paulo, tendo sido vista por mais de 30 mil espectadores nas edições anteriores. Seu objetivo é o de mostrar aquilo que de mais interessante está sendo realizado no Brasil.
Amor e sexoHá cinco anos em cartaz em Curitiba e apresentada em 25 cidades do interior do Paraná, ‘‘O Vampiro e a Polaquinha’’ é uma montagem cujo cenário e situações remetem à vida curitibana dos anos 40. O cotidiano é recheado de amor e sexo, taras não-confessadas, distintos senhores frequentadores de bordéis.
Até agora mais de 100 mil pessoas aplaudiram o espetáculo dirigido pelo falecido diretor Ademar Guerra. Leitor assíduo de Dalton Trevisan, Ademar venceu um desafio - o de colocar no palco 11 contos do escritor, sem mudar uma única palavra daquilo que está nos livros. O texto corrosivo, amargo, sutil e humorado ganha vida na interpretação dos artistas.
A exigência de Dalton continua sendo seguida à risca, assim como a direção original, mesmo depois da morte de Guerra. Os atores (vários deles desde a primeira temporada) prestam assim uma homenagem ao responsável pelo espetáculo. Não fosse Ademar Guerra e seu fascínio pelo contista paranaense, também este este capítulo na história do teatro em Curitiba deixaria de existir.

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