Às vésperas dos dois maiores festivais de teatro do Paraná - o Nacional, de Curitiba; e o internacional, de Londrina - a situação das salas de espetáculo nas principais cidades do Estado apresenta um panorama bastante adverso. Enquanto uns são privilegiados pelo número de teatros, outros sofrem pela falta de espaços.
Em Curitiba, espaço não é problema. Além das várias salas espalhadas pela cidade, é na capital paranaense que está um dos maiores complexos artístico-culturais da América Latina - o Teatro Guaíra. O que complica a vida da classe artística são as temporadas curtas, que prejudicam a conquista de um público maior.
Londrina, que há mais de 30 anos sedia um festival de teatro, sequer tem um teatro municipal. A classe teatral vive na disputa pelos poucos espaços culturais que têm suas agendas divididas entre inúmeras outras atividades.
O único teatro público de Foz do Iguaçu, o Barracão, fica lotado aos domingos de uma platéia um tanto curiosa: fiéis que frequentam a missa que acontece no local. Espetáculos teatrais são apresentados em dois espaços particulares.
Maringá pode se considerar uma das cidades com maior produção teatral do Estado. Se isso dependesse do número de salas! Mas a classe teatral esbarra em questões financeiras, políticas e administrativas que prejudicam o trabalho de atores e produtores locais.
Essa edição especial da Folha2 se propõe a mostrar em que situação se encontram os teatros e a consequente produção artística de algumas das principais cidades do Paraná.Ouro Verde: cinema que também virou teatro precisa ser reequipadoJackeline Seglin

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