É dele a previsão de que no futuro todos teriam 15 minutos de fama. Foi sua ''máxima'' mais difundida. Andy Warhol, um dos pioneiros da pop art, será lembrado hoje na série ''Grandes Mestres da Pintura'', que vai ao ar às 22 horas na TV Cultura.
Warhol fez da fama a própria matéria-prima de seu projeto estético. Foi pintor, cineasta, fotógrafo, editor de revista e agitador cultural. Foi o artista norte-americano mais importante da segunda metade do século 20. Morreu em 1987, de ataque cardíaco, aos 56 anos.
O documentário traz entrevistas com o artista, depoimentos de amigos e trechos de alguns de seus controversos filmes. Mostra sua trajetória recapitulando desde a incursão inicial na ilustração publicitária até a última e obscura fase quando rodou um pequeno filme pouco antes de morrer.
Warhol virou artista usando como objetos de representação imagens já popularizadas. A Coca-Cola e celebridades como Marilyn Monroe, Mao Tse-Tung, James Dean, Jackie Kennedy Onassis e Elvis Presley tornaram-se emblemas de sua carreira.
O programa destaca as séries de pinturas das latas de sopa Campbell's e de notas de 1 dólar que viriam a consagrá-lo, após a inauguração do filão com os trabalhos em torno de personagens de histórias em quadrinhos como Popeye, Super-Homem e Dick Tracy.
Produzindo e reproduzindo bens visuais em grande escala, Warhol elevaria o universo das imagens desgastadas ao estatuto de arte. Diversificando as atividades, ele transformaria seu estúdio Factory num centro de produção multimídia através do qual divulgaria nomes do underground novaiorquino como a banda de rock Velvet Underground, o cineasta Paul Morrissey e o grafiteiro Basquiat.
O documentário exibe ainda trechos de filmes como ''Chelsea Girls'' e ''Lonesome Cowboys''. O primeiro, rodado em 1966, registra pessoas fazendo várias coisas durante sete horas no mitológico Chelsea Hotel, em Nova York. O segundo, feito em 1967, ironiza os clichês do western. É o último filme dirigido pelo artista com o ator Joe Dallesandro.

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