A música eletrônica é o grande destaque desta 16ª edição do Free Jazz. Tanto que foi criado um palco exclusivo para o segmento - o Cream. É nele que o inglês Fatboy Slim promete colocar todo mundo para dançar no sábado, no Rio, e no domingo, em São Paulo.
Cream é o nome de uma festa itinerante de um clube homônimo de Liverpool (Inglaterra), cujo cast de DJs residentes vem em peso ao Brasil. Durante as noites tropicais, 16 DJs se revezarão nas pick-ups com a missão de chacoalhar os quadris da platéia.
O palco só começa a funcionar amanhã, na segunda noite carioca, com discotecagens do alemão Timo Maas (com seu híbrido de trance, techno e progressivo) e figuras menos conhecidas como o inglês Yousef e o argentino Hernan Cattaneo (uma nova estrela das pistas). Os DJs paulistanos Mau Mau e Patife também foram escalados.
A noite seguinte será dedicada ao som house. Com o cancelamento do show do DJ Todd Terry, aposta-se no toque feminino da inglesa Lottie e na habitual classe do DJ carioca Felipe Venâncio. Espera-se também alguma surpresa do projeto X-Press 2. O trance, por sua vez, será conduzido pelo holandês Sander Kleinenberg, um dos nomes mais badalados desse hipnótico gênero.
O big beat, cujo principal expoente é Fatboy Slim, contará com as presenças dos produtores Scanty e John Carter. Já o UK Garage, a versão inglesa do rythmn blues americano (a moderna música soul americana, conhecida no Rio como charme), terá nos Stanton Warriors seu principal representante no Festival.
Além dos citados acima, o projeto Roni Size Reprazent e o enigmático Aphex Twin também deverão estremecer a pista. Há quem diga que o Free Jazz jamais será o mesmo.(N.S.)

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