‘‘Londrina não é capital mas é metrópole, está localizada no interior mas é cosmopolita e já era multicultural antes deste conceito existir. Outra característica que merece menção é a oposição ao Governo Estadual que, ao que consta, não é uma questão só de afinidade entre esta ou aquela administração, é um bairrismo que às vezes resvala para o separatismo e se manifestava no jornalismo local que, pela combatividade e vigor crítico, ganhou o título de melhor jornalismo do Paraná.
A breve história de Londrina identifica a efervescência, o vanguardismo e a sintetização cultural como suas características, o que não quer dizer que ali não existam traços de moralismo provinciano. Mas, se há em parte da sociedade um desejo de controle social sobre os comportamentos, há numa outra parcela uma resistência a ter seus comportamentos controlados.
(...) A proposta de uma política pública voltada para toda a população, era um fato novo no debate eleitoral, e foi melhor entendida pelos eleitores do que pelos políticos adversários. Este é um ponto muito importante da experiência de Londrina já que, no Brasil, infelizmente, os órgãos municipais de cultura muitas vezes são vistos e tratados, dentro do próprio governo como de importância secundária quando não terciária.’’

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