O novo pop inglês
PUBLICAÇÃO
domingo, 01 de dezembro de 1996
Nelson Sato 
Guitarra, baixo, bateria e uma voz aflita buscando na melodia a perfeição. A fórmula adotada pelas sucessivas gerações de bandas inglesas voltou a pontificar no planeta pop.
Um pouco abaixo da celebrada dobradinha Oasis-Blur começam a se espremer novos nomes, alguns com apenas um ou dois singles lançados. Na leva se sobressai o quarteto Kula Skaker, que acaba de desovar o álbum de estréia K, com um pé no psicodelismo e outro na música indiana.
Se você quiser levitar, basta acender um incenso e acompanhá-los no mantra pop Govinda cujo verso diz Govinda Jaya Jaya, Gopala Jaya Jayaa Radha-ramanaharí Govinda Jaya Jaya Nrsingadeva Jaya Nrsingadeva (repete) Gaura Gaura Gaura Hari Gaura Hari, Prabhupda, Govindam. Dá para encarar?
Gemas pop Mas, brincadeiras à parte, o disco dos meninos é realmente explosivo com muita variação nos climas e arranjos. O mesmo porém não se pode dizer da coletânea Brit Hot, que a PolyGram acaba de arremessar às lojas brasileiras de olho no fenômeno.
O título faz referência a britpop, o já caído rótulo inventado no ano passado pela imprensa. A compilação reúne a nata do segundo escalão incluindo as faixas mais manjadas de bandas como Pulp (Common People), Cast (Alright) e Menswear (Sleeping In).
As ainda desconhecidas 12 Rounds, Joyrider, Puressence e Longpigs e Bang Bang Machine apenas apresentam seus nomes parecendo desejar mesmo o anonimato. Levantando a bola, sobram Gene e Marion com as impagáveis For the Dead e Time.
Aliás, após a audição desses dois hinos, fica a pergunta a respeito da escolha da faixa do quarteto Shed Seven: por que incluíram a enjoativa Getting Better em vez de On Standby ou Ladyman, estas sim duas gemas pop do álbum A Maximum High?.


