O nome do jogo
ReproduçãoKevin Costner em ‘‘Por Amor’’: em xeque na vida e no jogoO que seria dos americanos sem o beisebol? Provavelmente a mesma tragédia que para Kevin Costner, se ele ficasse sem o esporte. Pelo menos no campo de sonhos da tela, onde o ator sempre busca fazer as pazes com o sucesso. ‘‘Por Amor’’ (veja a programação de cinema na página 5) marca a terceira escalação de Costner, que ainda corre atrás da reabilitação após os constrangedores fracassos de ‘‘Waterworld‘‘e ‘‘O Mensageiro’’.
‘‘For Love of the Game’’ lança um olhar investigativo nas paixões profissionais e pessoais de Billy Chapel, um lendário jogador chegando ao fim de carreira. Quando confrontado com circunstâncias inesperadas, ele é forçado a reexaminar suas prioridades. Não apenas ele deve se aposentar após vinte anos na mesma equipe, mas a mulher com quem vive há alguns anos, Jane Aubrey (Kelly Preston), também está tirando o time. No meio de uma jogada numa partida inspirada contra o New York Yankees, Chapel - coração e alma dos Detroit Tigers - pensa em sua carreira no passado e na tempestuosa relação com Jane. Pesando bem tudo o que volta a sua mente, Chapel reconhece que tem sérias decisões a tomar.
Apesar dos simpáticos esforços nipo-brasileiros em divulgar o esporte, o público brasileiro adquiriu - ou sempre teve - crônica resistência diante do beisebol. E automaticamente transfere para a sala escura esta incompatibilidade entre gêneros esportivos. Nesse sentido, a presença de um ator carismático é sempre fator que ajuda a quebrar o gelo. Foi assim com a comédia romântica ‘‘Sorte no Amor’’ e o drama espírita ‘‘Campo dos Sonhos’’, ambos com Costner garbosamente, à la Gary Cooper, empunhando um bastão. Resta conferir o que o diretor Sam Raimi fez deste ‘‘Por Amor’’. Há quem defenda - e não são poucos os americanos - que Hollywood faça filmes sobre beisebol sem atores, sem histórias de amor ou humor, sem qualquer traço de ficção. Seria o registro documental puro e simples da paixão nacional ianque. O problema seria Kevin Costner ficar sem emprego...
Por conta e risco - Em lançamento nacional outro título descartável: ‘‘Gigolô de Aluguel’’ (veja a programação de cinema na página 5) comédia com linguagem rude, humor cru e intenções duvidosas. Escrito e interpretado por Rob Schneider - espécie de Adam Sandler piorado, se isto é possível - o filme leva às últimas consequências a inconsequência. Alguém que limpa tanques de peixes para viver atende a um telefonema por engano e se torna o gigolô do título. O filme é um pastiche da linha cômica dos irmãos Farrely, aqueles de ‘‘Quem Vai Ficar com Mary?’’, o que pode servir como pá de cal no credenciamento desta estréia. (C.E.L.J.)

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