Londrina vai ganhar mais um espaço dedicado à arte. Será inaugurada na sexta-feira, às 18 horas, no Museu de Arte de Londrina, a Sala Francisca Garcia Cid, onde estarão a biblioteca, sala de vídeo e reserva técnica. As obras, orçadas em aproximadamente R$ 50 mil, foram feitas utilizando recursos do Governo do Estado (R$ 31 mil) e doações conseguidas junto à comunidade.
O projeto das novas instalações foi desenvolvido na parte de baixo da antiga rodoviária, onde antigamente funcionava o guarda-volumes. Todos os ambientes foram equipados com ar-condicionado e iluminação adequada (no caso da sala destinada à reserva técnica, também foi instalado um umidificador).
Cerca de 2 mil livros sobre arte farão parte do acervo da biblioteca do museu, e estão sendo doados por artistas plásticos - entre eles Juarez Machado e Aldemir Martins - Pinacoteca do Estado, Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo e pessoas da comunidade londrinense. O acervo da sala de vídeo também está sendo montado com doações. Já colaboraram a Fundação Roberto Marinho, Instituto Cultural Itaú e Banco Safra.
‘‘A arte é uma área em que há tão pouca gente interessada, que quando aparecem pessoas dispostas a trabalhar, há a maior boa vontade dos artistas e órgãos ligados ao assunto em ajudar’’, afirma a marchand e tesoureira da Sociedade Amigos do Museu de Arte (Samalon). O presidente da entidade, o médico Axel Hulsmeyer, lembra que vários artistas estão doando publicações de suas coleções particulares, o que vai dar à biblioteca uma característica única: ‘‘Parte do material que estará disponível aqui dificilmente poderá ser encontrado em alguma livraria’’, ressalta.
A finalidade da biblioteca é atender a alunos e pessoas da sociedade em geral que precisarem de informações ligadas às artes plásticas no Brasil e no mundo. ‘‘Vamos preencher uma lacuna hoje existente no município. Será o acervo mais completo de Londrina, em língua portuguesa,’’, diz Ana Barreto. A biblioteca já está informatizada e todos os livros serão registrados em cartório.
A reserva técnica, que vai permitir ao Museu receber exposições de fora, foi baseada em uma das melhores do País, que é a do MAM. Grandes placas com tela de metal, que correm sobre trilhos, armazenam os quadros. Na sala de vídeo, foi construído um pequeno auditório, com 21 lugares, que poderá no futuro ser utilizado em cursos sobre arte.
Segundo a marchand, com a inauguração do espaço a Samalon conclui sua meta inicial. ‘‘Agora só fica faltando a sala de exposições, que está mais complicado por se tratar de um prédio tombado.’’ O Patrimônio Histórico do Estado vem estudando algumas alternativas, inclusive a possibilidade de construir um anexo no subsolo da Praça Rocha Pombo.
A comunidade poderá usufruir dos novos espaços nos mesmos horários de funcionamento do museu: de segunda a sexta das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas. Aos sábados das 9 às 12 horas.Mario CesarAna Barreto e Axel Hulsmeyer nas novas instalações da biblioteca: acervo raro sobre arteSilvana Leão

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