Segundo a linguista Vanderci de Andrade Aguilera, a origem do ''r'' paranaense ou caipira ainda é um mistério já que não se sabe ao certo sua origem. Encontrado também no sul da Bahia, em Portugal não há vestígio sobre ele. Tecnicamente é chamado de ''r'' retroflexo pelo fato da língua fazer uma flexão. Já o ''r'' paulista é denominado alveolar ou vibrante com a língua encostando na parte de trás do dente e no céu da boca. O ''r'' carioca é caracterizado como velar por formar o seu som característico no véu palatino ou parte posterior da glote.
''É interessante notarmos que desde o século 17 temos a presença de mineiros e paulistas no nosso estado que influenciaram o nosso 'r', mas que em Curitiba, por exemplo, não predomina o 'r' retroflexo, que é mais forte no Norte do Paraná, principalmente nas cidades de Tomazina e Santo Antônio da Platina'', comentou a professora.
Em boa parte do interior de São Paulo, o ''r'' caipira é mais forte entre vogais, como em palavras como ''arara'' e ''dourado'', diferentemente do Paraná, onde isso acontece mais entre vogal e consoante, como é o caso de ''porta'' e ''verde'' .
''A nossa língua é riquíssima e manter o nosso dialeto deve ser um trabalho de todos porque quando se acaba com o dialeto, acaba-se com a cultura. Não podemos virar massa de robô. A beleza está na diferença seja na língua ou na vida'', ressaltou Vanderci.(A.P.N.)

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