O metal entre a tradição e a renovação - Como você define o som do Krisiun?
Alex Camargo: Nossa proposta é fazer um metal cru, veloz e verdadeiro e que procura resgatar a tradição do estilo que anda desgastado.
Desgastado?
Alex: É, desgastado pelas próprias bandas. Hoje as bandas estão mais preocupadas com o visual e pouco com o som. Tem muita historinha, muita frescura. No Brasil, funciona a Lei do Mais Idiota: quanto mais ridículo o cara for, mais tem chance de aparecer na TV.
Vocês exploram algum tema específico nas letras?
Alex: Nossas mensagens são apocalípticas. Achamos que as massas são sempre conduzidas e serão sempre escravas se não abrirem os olhos.
Muitas bandas estão incorporando recursos eletrônicos, outros ritmos e sonoridades ao metal. Você considera essa tendência renovadora?
Alex: Na minha opinião eles estão cag... e não renovando. Tem muitas bandas que colocam efeitos na voz e em tudo quanto é lugar. Virou um ôbaôba artificial de ruídos. Agora os caras sobem no palco, de repente param de tocar, e fica aquela enganação. Os teclados não são tocados espontaneamente como nos bons tempos do Deep Purple.
E o trabalho do Krisiun é renovador, mesmo quando você mesmo admite que a banda procura resgatar a tradição?
Alex: Isso só o futuro vai dizer. Mas é importante lembrar que, mesmo dentro dessa proposta, procuramos não repetir mas sempre inovar. Somos radicais na hora de compor.





