Bonde do rolê: banda funk curitibana não agradou ao público carioca, parte dele até saiu antes do show
Rio de Janeiro - A banda curitibana Bonde do Rolê abriu as atrações do Tim Lab no último sábado, no Rio de Janeiro. Foi um dos primeiros shows que tiveram os ingressos esgotados. A banda de funk curitibano subiu ao palco antes dos ecléticos ''TV On The Radio'' e ''Thirvery Corporation'' e não agradou muita gente. A platéia debandou antes do final do show, que durou menos de uma hora. Ao fundo, dava até pra escutar algumas vaias. Logo no início, um problema na mesa de som comandada por Rodrigo Gorky já deu um certo estranhamento, notado ainda mais pelo público pela insegurança do trio. Tudo poderia ter ido por água abaixo, não fosse pela participação da funkeira (essa autêntica) carioca Deize Tigrona.
Deize cantou duas músicas,''Solta a Franga'' e ''Miniatura de Lulu'' e elogiou a performance dos curitibanos. O compositor e ex-baterista do Rappa Marcelo Yuka, que assistiu ao show no gargarejo do palco (quase todo o tempo com a mão nos ouvidos) também rasgou adjetivos ao final do show. ''Eu adorei. Nunca tinha escutado essa banda. Eles usam beat que não usamos mais no Rio há uns seis anos, mas acho legal. Acho que o funk é o folclore do futuro'', disse à reportagem.
O trio formado ainda por Marina Ribatski e Pedro Deyrot pode ter driblado os problemas técnicos, mas a questão não é exatamente essa. O Bonde soa como uma piada antiga. Você até ri da primeira vez, mas depois cansa. Para ver o show, vá de fones de ouvido.
O melhor do Tim Festival no Rio, que aconteceu no exuberante cenário da Marina da Glória ficou mesmo com o show de Daft Punk, que infelizmente não vem a Curitiba. Os franceses Guy Manuel de Homem Christo e Thomas Bangalter tornaram-se parceiros no início da década de 90 e só lançaram o primeiro disco em 1997. O repertório do show que fizeram no sábado pincelou os principais hits da carreira astronômica da dupla, como ''One More Time'', mas o que mais fascina é o conceito estético da apresentação. De capacetes e prostrados dentro de um pirâmide que mais parece ter vida própria, o palco torna-se uma atração à parte. O efeito das luzes e das projeções tem uma sincronia radiante e surpreendente.
A idéia pode até não ser exatamente nova. O som também não e - talvez - não fizesse diferença nenhuma se eles realmente não estivessem no palco. Mas então o que faz Daftt Punk ser o melhor da música eletrônica hoje? A resposta está na combinação contagiante de tecnologia e som. Algo que faz você querer dançar esquisito e sentir-se mesmo como um robô. Escute de olhos bem abertos.
A repórter Katia Michelle viajou ao Rio de Janeiro a convite da produção do evento.

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