São Paulo - Empatia. Essa é a palavra com que Roger Waters definiria ''Dark Side of The Moon'', um dos discos mais antológicos da história do rock, que ele traz para o Brasil, depois de shows pela Europa, EUA, e América Latina. Hoje, Waters, um dos fundadores, compositores, baixista, cantor e voz controversa da banda inglesa, apresenta-se no Rio.
Amanhã, será a vez de os fãs paulistas reafirmarem sua devoção e mostrarem por que esse álbum de 1972 ainda é tão atual e necessário. Por que uma banda que, apesar de separada desde 1985, ainda arrasta devotos em todo o mundo?
Que força estranha ''Dark Side'' exerce sobre as multidões, que já comparam mais de 40 milhões de cópias? Roger diz que a chave está na empatia. ''É um disco sobre a capacidade que temos de ter empatia pelos outros, apesar das nossas diferenças políticas, econômicas, de raça, religião. Empatia é o que define como as nossas vidas estão todas unidas. É o que realmente importa. E é por isso que os fãs se identificam tanto.''
Os quatro cavaleiros (David Gimour, Nick Mason, Waters e Rick Wright) da antológica banda inglesa voltaram a se reunir em 2005 no beneficente ''Live 8'', em Londres. Mas o feito não deve ser repetir. Waters fez acordo com os ex-companheiros para poder montar o show.
Segundo Waters, o disco foi feito há muito tempo. ''Acho que o sucesso do ''Dark Side'' se deve ao apelo que ele tem com o público jovem, que não está interessado só na música, mas também no conteúdo das letras, no conteúdo político que as canções têm. Esse disco encoraja as pessoas a questionar muita coisa, a pensar com suas próprias cabeças'', considera.

SERVIÇO:
Show de Roger Waters
Quando - Hoje em São Paulo; amanhã no Rio de Janeiro
Horário - 21h
Quanto custa - R$ 140 a R$ 500 (ingressos esgotados)

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