O melhor de Aruba na terra e no mar
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terça-feira, 31 de outubro de 2006
Silvia Campos<br> Agência Estado 
Oranjestad, Aruba - Há dois mundos na ilha caribenha de Aruba. Um é ensolarado, agitado, barulhento e assumidamente turístico. É o mundo dos grandes resorts, de areia branca salpicada por centenas de espreguiçadeiras, de passeios de barco ao som de salsa e de cassinos cheios de velhinhas americanas, que passam horas gastando suas economias nas máquinas caça-níqueis. O outro foge do lugar-comum dos destinos de sol e praia. Combina uma cultura rica em línguas e costumes - reflexo dos vários povos que tiveram influência sobre a ilha - com tesouros do fundo do mar, que fazem de Aruba um ótimo lugar para o mergulho.
O primeiro desses mundos é o que busca a maior parte dos cerca de 700 mil turistas que visitam anualmente a pequena ilha, de menos de 100 mil habitantes e pouco mais de 30 quilômetros de comprimento. Passar o dia largado na areia, se ''hidratando'' com coquetéis gelados, e as noites em animadas apostas nos cassinos pode muito bem ser a viagem dos sonhos.
Mas, por trás do jeitão de ''resort-país'', Aruba tem outros segredos. O primeiro a ser notado - e também um dos mais interessantes - é o emaranhado de línguas faladas por lá. Logo na chegada ao aeroporto da capital, Oranjestad, muitos brasileiros são recebidos em espanhol. Isso porque Aruba fica a apenas 30 quilômetros da Venezuela e grande parte da população sabe falar castelhano. E, como quase 70% dos turistas que visitam a ilha vêm dos Estados Unidos, ouve-se muito o inglês. Para aumentar a confusão, Aruba fazia parte das Antilhas Holandesas até 1986. Então, também há espaço para o holandês.
Mas logo o turista percebe que os moradores da ilha usam, ainda, outro idioma, bem mais curioso. ''Bon Bini'' é o carimbo que os passaportes recebem na entrada. Quem é de São Paulo, estranha. Afinal, trata-se da mesma expressão usada pelo parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo, a 85 quilômetros de São Paulo, para dar as boas-vindas. Ao prestar atenção em pedaços de conversas, ouve-se ''bon dia''. Será que é português? Em seguida, alguém agradece por algo com um sonoro ''danki!'' Ué, agora virou alemão? A essa altura, o viajante começa a achar que tomou muito sol na cabeça!
Na verdade, ele está ouvindo corretamente. Aruba é, com Bonaire e Curaçau, um dos únicos lugares no mundo onde se fala papiamento, língua crioula que combina palavras do português, espanhol e holandês. Ela é o resultado da mistura de povos que vieram à ilha. Descoberta pelos espanhóis e colonizada pelos holandeses, Aruba também recebeu missionários portugueses. Ah, e o ''hopês'', língua do parque de diversões Hopi Hari, foi inspirado no papiamento mesmo. ''Hopi hari'' quer dizer ''rir muito''.
Para apreciar o que Aruba tem a oferecer de melhor é preciso estar com máscara de mergulho ou snorkel. Se a superfície calma e cintilante do mar caribenho já fascina, os tesouros escondidos abaixo dela são de tirar o fôlego. Em 2005, a ilha foi escolhida pelos leitores da revista americana Scuba Diving como o segundo melhor lugar no Caribe para mergulho em naufrágios. E nem é preciso usar cilindro para ver um navio que submergiu perto de Aruba. O enorme cargueiro alemão Antilla, afundado de propósito na 2 Guerra Mundial para não cair nas mãos dos holandeses, está próximo da superfície e pode ser explorado usando apenas snorkel.
Viagem feita a convite do Aruba Tourism Authority, Avianca e The Mill Resort & Suites


