UIP/DivulgaçãoAtendendo caprichosMichel J. Fox (à esquerda) interpreta um concierge em ‘‘Por Amor ou Por Dinheiro’’: peripéciasGeralmente, ele é elegante, culto e domina, no mínimo, dois idiomas. Consegue lugar para shows com ingressos esgotados, organiza reuniões para executivos e jantares black-tie, reserva e reconfirma passagens aéreas, recomenda restaurantes da moda, providencia limusine, helicóptero e atende a todos os caprichos do hóspede, dos mais simples aos mais exóticos. Tudo isso de uma hora para outra, como num passe de mágica. Ele é o concierge, o super-herói da hotelaria.
Presença comum nos hotéis da Europa e, posteriormente, nos quatro e cinco-estrelas da América do Norte, este milagreiro também está de plantão na maioria dos melhores hotéis do Brasil. ‘‘Uma vez, quando trabalhava no Rio Palace, um xeque árabe solicitou uma limusine e um jatinho para ir a Nova York assistir à uma peça da Broadway e voltar ao hotel no mesmo dia’’, conta Luiz Albuquerque, hoje na chefia da conciergerie do Renaissance São Paulo Hotel. Albuquerque teve de se virar do avesso para arranjar tudo em três dias e ainda entregar os ingressos para o cliente antes do embarque.
E quem não se lembra das peripécias de Michael J. Fox no filme ‘‘Por Amor ou Por Dinheiro’’? Ou então do concierge que deu uma aula rápida de boas maneiras para a personagem de Julia Roberts em ‘‘Uma Linda Mulher’’?
‘‘O mais complicado são os prazos’’, diz Andreas Pohlmann, gerente de Hospedagem do L’Hotel, em São Paulo. Recentemente, um executivo americano do Banco de Boston que veio ao Brasil para uma palestra esqueceu o cabo e o transformador do laptop. O concierge teve, então, de encontrá-los a tempo.
Aiy Yoshida, também da equipe do L’Hotel que fala quatro idiomas, entre eles o japonês, conta que cabe à ela atender às manias dos hóspedes habitués. ‘‘Dr. Walter Moreira Salles só toma água mineral Prata, garrafa plástica de um litro e meio. A socialite Gisela Amaral, por exemplo, gosta de ter um espelho côncavo no quarto’’, revela Aiy.

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