O Cine Ouro Verde foi inaugurado em 1952 com a exibição do filme ''Londrina, Cidade do Café'', patrocinado pela Sociedade Amigos de Londrina, seguida da avant-première do filme ''Meu Coração Canta'', de Walter Lang, estrelado por Susan Hayword, Rory Calhoun e David Wayne. A estréia contou com a presença de executivos de companhias cinematográficas de Hollywood.
O Cine Ouro Verde foi construído por Villanova Artigas. Os proprietários queriam o maior e mais moderno cinema do interior do Brasil. O Ouro Verde atraiu um enorme público logo de início. Diariamente, cerca de sete mil pessoas assistiam às cinco sessões da sala.
Em 1978, a Universidade Estadual de Londrina adquiriu o cinema por 10 milhões de cruzeiros, transformando-o em Cine Teatro, com agenda de atividades cinematográficas e espetáculos cênicos. Algumas adaptações técnicas foram realizadas para deixar o novo espaço adequado. Nessa época, o local ganhou também a sala de exposições Celso Garcia Cid.
Sete anos depois, o Ouro Verde foi interditado por causa do risco de desabamento da estrutura do telhado. Na época, aconteceu outra reforma incluindo palco e balcão superior. A reforma demorou quase dez meses e foi entregue em 24 de maio de 1986, com a apresentação da Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.
O Cine Teatro Ouro Verde recebeu grandes nomes da música, do teatro e da dança nacional e internacional, além de sucessos e clássicos do cinema mundial. Eventos de grande porte como o Festival Internacional de Londrina (Filo) e Festival de Música de Londrina tiveram o Ouro Verde como palco principal.
Final da década de 90. A direção da Casa de Cultura da UEL anuncia a necessidade de novas reformas e a possibilidade de cancelamento da programação cinematográfica. Na virada para 2000, continua a espera pela verba federal que pagaria a reforma. Sem os recursos, apenas alguns reparos são feitos.
O ano é 2002. Dezembro. O imponente edifício completa 50 anos. Com o aniversário, chega a esperada reforma. O Cine Teatro Ouro Verde é reinaugurado, no entanto, sem o cinema (J.S.).

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