Apenas oito meses depois do lançamento de ‘‘O Monte Cinco’’, na 14ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, Paulo Coelho lança o ‘‘Manual do Guerreiro da Luz’’, pela Editora Objetiva. Trata-se de uma coletânea de textos publicados em colunas que mantém em jornais do Brasil e do exterior. Em 1996, o escritor ficou entre os 15 mais lidos do mundo. Suas obras já foram traduzidas para 36 idiomas e publicadas em 59 países, com mais de 14 milhões de exemplares vendidos.
‘‘Um guerreiro da luz nunca esquece a gratidão. Durante a luta, foi ajudado pelos anjos; as forças celestiais colocaram cada coisa em seu lugar, e permitiram que ele pudesse dar o melhor de si. Os companheiros comentam: ‘como tem sorte!’. E o guerreiro às vezes consegue muito mais do que sua capacidade permite. Por isso, quando o sol se põe, ajoelha-se e agradece o manto Protetor a sua volta. Sua gratidão, porém, não se limita ao mundo espiritual; ele jamais esquece os amigos, porque o sangue deles se misturou ao seu no campo de batalha. Um guerreiro não precisa que ninguém lhe recorde a ajuda dos outros; ele se lembra sozinho, e divide com eles a recompensa’’...
Assim Paulo Coelho inicia a narrativa de seu mais recente trabalho. Na primeira página, percebe-se logo o estilo característico do escritor brasileiro mais lido no exterior. Mas, afinal, quem é o guerreiro da luz?
Conforme o autor, são todas as pessoas capazes de entender o milagre da vida, de lutar até o final pelo que acreditam. ‘‘O guerreiro da luz é aquele que sabe equilibrar o seu lado feminino e masculino. Ele deve ter a capacidade de usar a disciplina para seguir adiante, mas, ao mesmo tempo, estar aberto para a maneira como a vida nos conduz aos nossos objetivos’’, explica.
Sucesso na França Para o mago, ‘‘a experiência do combate fortalece o guerreiro da luz’’. A premissa, talvez, o tenha feito superar críticas e alcançar a confortável posição de estar entre os dez escritores mais bem pagos do planeta. Seu livro anterior, ‘‘O Monte Cinco’’, será lançado na Itália, Japão, Inglaterra, Alemanha, Noruega, Estados Unidos e França.
Neste último país, por exemplo, Paulo Coelho superou todas as expectativas, batendo incríveis recordes de venda. Cerca de dois anos depois do lançamento de ‘‘O Alquimista’’, em Paris, o livro ainda permance no topo da lista dos mais vendidos. Também em solo francês, berço de nomes como Jean-Paul Sartre, ‘‘O Alquimista’’ já vendeu mais de 1,6 milhão de exemplares.
Como explicar marcas tão expressivas é o que muitos ainda gastam tempo para descobrir, como a tradutora Alice Raillard, que diz que se obrigou a ler a tradução francesa de ‘‘O Alquimista’’ só ‘‘para entender a moda’’. ‘‘Li, não gostei e me senti diante de um fenômeno ainda mais incompreensível’’, revela. A resposta para isso parece estar no livro do próprio Paulo Coelho:
‘‘Dai ao tolo mil inteligências, e ele não quererá senão a tua’’, diz o provérbio árabe. ‘‘Quando o guerreiro da luz começa a plantar o seu jardim, repara que o vizinho está ali, espiando. Ele gosta de dar palpites sobre como semear as ações, adubar os pensamentos, regar as conquistas.
Se der atenção ao que ele está dizendo, terminará fazendo um trabalho que não é o seu; o jardim de que agora cuida será idéia do vizinho. Mas um verdadeiro guerreiro da luz sabe que cada jardim tem seus mistérios, que só a mão paciente do jardineiro é capaz de decifrar. Por isso, prefere concentrar-se no sol, na chuva, nas estações. Sabe que o tolo que dá palpites sobre o jardim alheio, não está cuidando de suas plantas...’’
Paulo Coelho diz que está vivendo um ano de reflexão, um ‘‘ano sabático’’. Recentemente participou da estréia mundial do musical ‘‘The Alchemist’’, no Japão. E, há alguns dias, viajou para as costas Leste e Oeste dos Estados Unidos, onde acontece o lançamento da edição em paperback de ‘‘By The River Piedra I Sat Down and Wept’’ (Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei).
q Home Page de Paulo Coelho na Internet - http://www.paulocoelho.com.br

mockup