Não distante da realidade dos centros urbanos, encontramos o campo sofrendo com os impactos ambientais oriundos do seu próprio lixo. Os agricultores de hoje produzem as melhores safras jamais vistas, mas pagam um alto preço por isso: antigas florestas estão sendo cortadas, charcos vêm sendo drenados, o relevo natural sendo modificado pela erosão e, se não bastasse, o uso indiscriminado de agrotóxicos e fertilizantes destruindo ecossistemas e poluindo mananciais.
Os agrotóxicos, inseticidas, herbicidas e fungicidas, são compostos nocivos tanto para as pragas como para o homem, sendo que a maioria desses venenos são biocumulativos, isto é, a quantidade absorvida a cada aplicação vai sendo somada até atingir doses tóxicas agudas. No homem sua presença pode causar diversas alterações à saúde. A curto prazo, esses sintomas ficam restritos à tontura, pertubação da visão, náuseas, vômitos e dor de cabeça. Mas, ao longo prazo, o acúmulo pode causar depressão do sistema nervoso central (SNC), problemas renais e cardiácos, atrofiamento do fígado, quebras cromossômicas e o aparecimento de doenças degenerativas como o câncer.

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