A Califórnia permaneceu esquecida do mundo até 1848, quando o México cedeu o território aos Estados Unidos. Naquele ano foram encontradas as primeiras pepitas na região da Serra Nevada e teve início a Corrida do Ouro. Caravanas de migrantes percorriam léguas rumo ao sonho californiano. Ao cruzarem as fronteiras da Califórnia deparavam-se com uma terra em estado bruto: desertos com temperaturas beirando os 50ºC, picos nevados a 4 mil metros de altitude, árvores gigantes, cânions.
Hoje, um século e meio depois da conquista do Oeste, é possível redescobrir essas paisagens, num roteiro de carro entre São Francisco e Las Vegas. Para pôr o pé na estrada basta alugar um veículo, comprar um bom mapa e dar adeus à Golden Gate. O asfalto perfeito emociona. A sinalização é impecável. A Califórnia é o que merece ser. E recebe a todos esticando seu tapete negro pelas planícies até chegar aos contornos sinuosos da serra.
Hora de reduzir a velocidade e conhecer as três principais atrações do caminho: o Parque Nacional de Yosemite, cercado por paredões de granito de onde despencam cachoeiras com até 700 metros de altura; o Sequoia, reduto das árvores mais antigas do planeta; e o colorido deserto do Vale da Morte, com seus cânions e rochas que contam a saga geológica da América. É a Califórnia selvagem, cuidada com o carinho de um canteiro de jardim.

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