O lado intérprete de Djavan
PUBLICAÇÃO
sábado, 09 de outubro de 2010
Carlos Messias<br>Folhapress 
Há quase 40 anos em atividade, o alagoano Djavan acaba de realizar um feito inédito em sua carreira. O músico está lançando ''Ária'', seu primeiro disco inteiramente como intérprete. ''Há muito tempo eu queria gravar um disco só com o material de outros artistas. E agora eu queria dar um tempo de mim, parar de compor. Então me pareceu o momento certo'', revela Djavan, cujo último álbum de inéditas foi ''Matizes'' (2007).
Para o músico, a parte mais difícil foi selecionar as canções. ''Foi uma saga. Depois disso, eu passei a valorizar ainda mais o trabalho do intérprete'', diz. O repertório é classudo e traz canções como ''Brigas Nunca Mais'' (Vinícius de Moraes e Tom Jobim), ''Oração ao Tempo'' (Caetano Veloso), ''Valsa Brasileira'' (Edu Lobo e Chico Buarque) e ''Fly Me to the Moon'' (Bart Howard).
No disco, o cantor e violonista toca acompanhado apenas de baixo acústico, percussão e guitarra. Curiosamente, os arranjos seguem uma linha calcada em jazz e bossa nova. Mas Djavan não teme que essa vertente possa afastar parte de seu público. ''Eu não penso nisso, só penso em me divertir, só no que me agrada'', explica. ''O risco é o meu ponto de partida, é o que me move, é o que me leva à excitação.''
Ao se debruçar sobre o repertório de outros artistas, o músico diz que relembrou sua fase de crooner, aquele típico cantor de boates capaz de transitar pelos mais variados estilos musicais. Entre 1974 e 1978, logo após ter chegado ao Rio de Janeiro, Djavan cantou na Number One e na 706, duas casas noturnas bastante conhecidas da época.
Serviço
- Ária
Artista - Djavan
Gravadora - Luanda/Biscoito Fino


