São Paulo, 01 (AE) - E o jazz volta a ser o centro das atenções no 14.º Free Jazz Festival. Entre as 21 atrações escaladas para o festival, que começa em São Paulo no dia 15 de outubro, no Jockey Club, cerca de metade é de jazzistas no sentido mais estrito do termo. Os ingressos estarão à venda a partir da metade do mês. Custam entre R$ 45,00 e R$ 70,00 (informações pelo tel. 0800-21-2223). No Rio, o festival será entre 14 e 16 de outubro no Museu de Arte Moderna.
Entre os astros do jazz, estão o veterano pianista George Shearing; o pianista-revelação Jacky Terrasson; o saxofonista Joshua Redman (que já veio na edição de 1994); Nicholas Payton (que já veio em 1996 e volta com sua homenagem ao centenário de Louis Armstrong); o quarteto de Charles Lloyd; o conjunto Duke Ellingtons Cotton Club Revue e o trio Medeski, Martin & Wood. O quarteto de Charles Lloyd traz uma lenda da bateria, o músico Billy Higgins.
A homenagem a Duke Ellington traz de volta Clark Terry e outro baterista lendário, Louie Bellson. E ainda o grupo de sapateado The Williams Brothers Tap Dancers. "Eles deverão reviver os áureos tempos do Cotton Club", disse Zuza Homem de Melo, diretor artístico da mostra. Mas a conexão pop-eletrônica-rock não deixou de dar as caras. Vem o rock divertido da banda Cake (célebre pela bela versão do clássico da disco music, I Will Survive), além do duo inglês Orbital e Darren Emerson (líder da banda-projeto Underworld). O guitarrista Marc Ribot (ex-Lounge Lizards) chega com seu grupo Los Cubanos Postizos.
O blues mandou seu representante mais controverso: o guitarrista teenager branco Jonny Lang, que divide opiniões. Há quem não suporte as caretas e os falsetes de Lang. A maioria dos brasileiros é desconhecida, mas de talento reconhecido. O compositor e pianista Leandro Braga, que faz uma MPB instrumental (tem três prêmios Sharp no currículo), apresenta-se com sua banda. Também tem boas credenciais o arranjador Vittor Santos e sua novíssima big band e o Trio Madeira Brasil.
As divergências talvez surjam com o nome de Pedro Luís e a Parede, banda pop carioca que está longe de ser uma unanimidade. Resta ao Cake (e, com menor responsabilidade, à banda dance inglesa Propellerheads) o papel de anfitrião na noite do grande público, a exemplo do que fizeram Kraftwerk e Jeff Beck no ano passado.

mockup