O italiano da Vinci em terras francesas
No caminho para Chenonceau é possível cruzar com parte da história construída pelo italiano Leonardo da Vinci. Na verdade, o que se pode conhecer é a última morada do gênio, onde ele passou seus últimos três anos de vida trabalhando prazerosamente a serviço do rei Francisco I. O castelo de Clos-Lucé fica na cidade de Amboise, bem ao lado do palácio real, contornado por um parque que guarda réplicas de importantes invenções do mestre.
A cidade é simpaticíssima e além dos dois castelos que fazem parte do circuito cultural e histórico do Vale do Loire, ao longo da estrada estreita que leva ao Clos-Lucé, é possível observar várias casas habitadas construídas na rocha. De fora o que se vê são apenas as portas e as janelas das habitações, algumas antenas de televisão e chaminés. O vai-e-vem de moradores indica que viver ali não é tão diferente quanto parece, mas bastante interessante pra quem se depara com este tipo de moradia pela primeira vez.
Já no castelo, é possível passar pelas salas principais, pelo quarto onde viveu e morreu (1516-1519) o gênio italiano e de onde ele tinha a bela vista do castelo do rei Francisco I seu protetor e amigo , o escritório e as cozinhas. No subsolo, uma exposição mostra 40 máquinas projetadas por da Vinci. Para a abertura da exposição, elas foram construídas pela IBM multinacional do ramo da informática com materiais da época.
Além da habilidade com os pincéis, o pintor de Monalisa e da Santa Ceia explorou a engenharia civil e militar, a óptica, a hidráulica, a arquitetura, a aeronáutica e a mecânica, projetando instrumentos e métodos que só seriam ''inventados'' séculos mais tarde e que levaram o nome de outros autores. Da Vinci estudou ainda a anatomia humana e animal, a botânica e se aventurou pelo urbanismo, projetando ''cidades ideais''.
Entre os magníficos trabalhos do italiano estão os esboços do primeiro avião, do pára-quedas, das pontes móveis, do automóvel, da metralhadora e do aeroplano. Isso tudo sem contar os estudos sobre a anatomia humana e animal. Conta-se que Leonardo chorou no leito da morte por considerar ter ofendido o Criador e os homens do mundo ao não ter trabalhado como convinha em sua arte.
Da Vinci tinha prazer em observar a natureza e seu ''balé'', que segundo ele, guardam a explicação para tudo: ''O movimento é a razão da vida. Quem não valoriza a vida não a merece.''





