Divulgação‘‘Estranhas Irmãs’’, de Kiumars Poorahmad, estréia amanh㑑Necessidade’’, de Alizera Davudnezhad, abriu ontem, no Cine Ritz, em Curitiba, o 1º Festival de Filmes Iranianos no Brasil. A mostra, patrocinada pela Embaixada da República Islâmica do Irã e Fundação Farabi de Cinema, acontece simultaneamente em Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.
O cinema iraniano é desconhecido dos brasileiros, mas no exterior vem garantindo cada vez mais espaço e respeito. Para se ter idéia, em 1995 a indústria cinematográfica daquele país colocou 194 filmes em festivais internacionais e eventos culturais.
Jatar Panabi, um dos dois mais importantes diretores iranianos, levou o prêmio Camera d’Or, em Cannes, e o Prêmio de Crítica Internacional, há dois anos, com ‘‘O Balão Branco’’.
‘‘O cinema é uma expressão artística profunda. Uma arte que precisa conservar sua ética, consciência e moral, sem perder a capacidade de olhar’’, afirma a Embaixada do Irã, no catálogo da mostra. ‘‘Os cineastas iranianos procuram fazer filmes que mostrem o que os olhos não vêem, e que digam o indizível’’. O 1º Festival de Filmes Iranianos no Brasil teve a presença do embaixador B. Taherian Mobarekeh, na noite de abertura.
Os filmes O programa teve início ontem com ‘‘Necessidade’’, de Alizera Davudnezhad. Após a morte do pai, um garoto se vê obrigado a sustentar a família. Arranja um emprego e ganha a antipatia de um colega de trabalho. A disputa entre eles acaba influindo no seu desenvolvimento mental e psicológico.
‘‘A Torre do Minno’’, de Ebrahim Hatamikia, é quase um jogo de palavras. ‘‘Minno’’, na língua persa, possui três significados: uma ilha ao sul do país, na fronteira com o Iraque; um nome próprio feminino e o sinônimo de paraíso. Como na época da guerra Irã-Iraque várias torres foram construídas na região, diz o diretor que o filme é uma história de torres e minnos. Hoje, às 21 horas; amanhã, às 15h40, 17h20, 19 horas.
‘‘Estranhas Irmãs’’, de Kiumars Poorahmad, conta a história de duas irmãs gêmeas, Nasrin e Nargess, que são separadas pelos pais quando crianças. Passam-se os anos, elas se encontram, mas trocam de lugar. Nasrin ocupa a posição da irmã na casa dos pais e entoa canções para as fotos de Nargess, expressando assim o desejo de estar junto dela. Amanhã, às 21 horas, e dia 13 às 15h, 17h e 19 horas.
‘‘O Pai’’, de Majid Majidi, é outro filme que enfoca a luta de um garoto de 14 anos, para sustentar a família após a morte do pai. À procura de emprego deixa sua cidade, e quando volta percebe que algumas mudanças ocorreram na casa, durante sua ausência. Dia 13, às 21 horas, e dia 14 às 15h20, 17h10 e 19 horas.
‘‘A Torre de Observação’’, de Abdolhasan Barzideh, mostra a cidade sitiada de Abadan. Boa parte dos moradores fugiu, enquanto forças mobilizadoras formam grupos de resistência. Dia 14 às 21 horas, e dia 15 às 15h20, 17h10 e 19 horas.
‘‘Leily Está Comigo’’, de Kamal Tabrizi Sadq, mostra as angústias e peripécias de um câmeraman que vai até a zona de guerra em busca de um furo de reportagem. Dia 15, às 21 horas, e dia 16 às 15h20, 17h10 e 19 horas.
‘‘De Karkeh ao Reno’’, de Ebrahim Hatamikia, centraliza o drama de uma vítima de armas químicas que é enviada à Alemanha para tratamento médico. Lá encontra sua irmã, que há anos mora nesse país. Dia 16, às 21 horas, dia 17 às 15h20, 17h10 e 19 horas.

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