O INVERNO QUENTE DE ANTONINA
Vivian de Albuquerque
Pelo nono ano consecutivo, as ruas de Antonina se transformam em palco para oficinas, espetáculos e atrações do Festival de Inverno da UFPR, que atrai gente de todo o País
É em frente à Igreja de São Benedito, na Rua Doutor Carlos da Costa, coração do município, que as diferentes tribos se reúnem para o aquecimento. E se a passagem é difícil para os motoristas, em meio a tantos carros com som ligado e pessoas carregando intrumentos, caixas e mochilas, para os pedestres é uma verdadeira diversão.
No primeiro final de semana do Festival de Inverno da UFPR, quem pôde descer a serra, pela Estrada da Graciosa, ou pela 277, não perdeu tempo. Mesmo com o dia nublado, as oficinas e as atrações não tiveram pausa, e reuniram muito mais gente do que na edição do ano passado.
Um exemplo foi a oficina de bonecos gigantes, desenvolvida pela Cia dos Ventos. No ano passado, ela não teve nenhum aluno antoninense. E neste ano, a maior parte deles era mesmo do município. A gente desenvolve este projeto há dois anos aqui em Antonina, conta Joelson Cruz, um dos ministrantes da oficina. Criamos para ajudar principalmente na questão do Carnaval. Muitos dos nossos alunos são componentes das escolas de samba daqui e estão atrás de informações para melhorar a estética de seus blocos.
Mas o mais importante mesmo é que temos a oportunidade de divulgar o nosso trabalho internacionalmente, emenda Tadica Veiga, outra das professoras. Como o festival tem uma grande repercussão, nossos bonecos vão no vácuo. Até porque eles são a cara da festa.
De plantão na barraca de churrasco da igreja, Margarida da Silva também confirma a importância do festival para o município e, principalmente, para a própria Igreja de São Benedito. Nós estamos aproveitando para juntar dinheiro, explica.Com a renda do churrasco, queremos restaurar a igreja e deixá-la novinha para os próximos festivais. Se a concentração é feita aqui em frente, é bom que o lugar fique ainda mais bonito.
Talvez um palco ideal para os shows dos futuros malabaristas circenses. Outra oficina muito procurada, durante todo o fim-de-semana, foi a dos professores Daniel Alegrete e Bruno Raggio, da Escola Circoluz de Curitiba. No currículo, malabarismos, acrobacias e uma iniciação no trapézio fixo. A gente trabalha o corpo como a ferramentas para desenvolver as atividades circenses, conta Daniel. E o que é mais engraçado é que hoje eu nem saberia te dizer quantos alunos nós temos inscritos. A turma era para ter 20, mas acabou explodindo.
Oficina tão concorrida quanto a de rádio-jornalismo. Sendo oferecida pela primeira vez no festival, ela está reunindo não só acadêmicos e profissionais da área das comunicações, como também futuros advogados, engenheiros e até mesmo veterinários. Temos 27 inscritos e apenas seis deles são da área, contabiliza Eloir José Sbalqueiro, o professor. E o que é mais legal é que com uma parceria da Universidade Federal do Paraná, com a Rádio Antoninense, nós conseguimos até mesmo um horário para divulgar nossos programas e boletins, comemora.
O 9º Festival de Inverno da UFPR prossegue até o próximo dia 17, sábado, sem interrupções. A programação dura o dia inteiro, com direito a encontros sonoros em frente ao Teatro Municipal, sempre ao meio-dia e meia, e há shows especiais a partir das 18h30, nos locais mais inusitados da cidade. O QG de informações, por exemplo, fica no Salão Paroquial.





