De hoje até sexta-feira, 25 grifes brasileiras irão mostrar nas passarelas da São Paulo Fashion Week (SPFW) as coleções outono-inverno 2002. Os desfiles acontecem na Fundação Bienal no Parque do Ibirapuera e vão reunir convidados, compradores e imprensa especializada do Brasil e do exterior. Em seu sexto ano, o Calendário Oficial da Moda Brasileira (evento que começou como MorumbiFashion Brasil) acredita que ‘‘criar a marca Brasil é hoje imperativo para agregar valor aos nossos produtos e garantir e ampliar a visibilidade e o espaço reservado à moda brasileira dentro e fora do país’’.
O estilista Mário Queiroz abre a temporada, que tem início com os desfiles de moda masculina. No restante dos dias, a atenção será voltada para o prêt-à-porter feminino. Além das novidades mostradas nas passarelas, a SPFW também terá eventos paralelos, como um fórum de debates em parceria com a Associação Brasileira de Indústria Têxtil (Abit) e exposições – fotografia, sapatos e uma homenagem a Livio Rangan, homem-chave na moda brasileira pelo trabalho realizado na década de 60, quando reuniu costureiros, modelos e artistas.
A crise na vizinha Argentina acabou provocando uma baixa no Calendário Oficial. A grife Trosman Churba, de Buenos Aires, faria seu terceiro desfile no Brasil, mas por conta dos problemas econômicos do país acabou desistindo.
No Brasil, indústria da moda é a segunda maior empregadora do país e movimenta cerca de US$ 22 bilhões por ano. De acordo com dados do BNDES, é o segmento que mais disponibiliza empregos em relação ao capital investido: para cada R$ 10 milhões investidos, a moda cria 1575 vagas, ocupando o primeiro lugar, contra 959 vagas geradas pelo comércio e 626 pela construção civil.

mockup