O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro será entregue em SP
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segunda-feira, 29 de novembro de 1999
Por Luiz Carlos Merten 
São Paulo, 29 (AE) - Termina sexta-feira (03) o prazo para que a comissão indicada pela Secretaria do Audiovisual aponte os cinco finalistas de 16 categorias que vão concorrer ao Oscar do cinema brasileiro. O secretário do Audiovisual, José Alvaro Moisés, disse que o troféu vai se chamar Grande Prêmio Cinema Brasil. Ele acrescenta que a festa do dia 2 de fevereiro não será mais no Rio e sim, em São Paulo, na Sala São Paulo da Estação da Luz.
Pode ser que o Oscar não seja o prêmio mais importante do cinema mundial, mas é, com certeza, o mais cobiçado. Nos moldes da estatueta dourada da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, quase todas as cinematografias destacadas do mundo têm o seu equivalente ao Oscar. Na França, é o César, na Itália, o David di Donatello, na Espanha, o Goya, e até a Europa unificada tem o Félix. No Brasil já houve o Saci, que o o jornal "O Estadoi de S.Paulo" dava aos melhores do cinema nos anos 50 e 60, e também a Coruja de Ouro, troféu instituído pelo Instituto Nacional de Cinema, o INC, que antecedeu a Embrafilme. Surge agora o Grande Prêmio Cinema Brasil.
Uma comissão de especialistas, integrada, entre outros, pelo crítico Luiz Zanin Oricchio, tem até o dia 3 para entregar à secretaria a relação dos indicados para o prêmio, que tem como objetivo, segundo os termos do edital, "premiar as melhores obras e pessoas físicas e jurídicas que, pelos trabalhos realizados na área do audiovisual, de todas as formas de expressão artística e cultural, desenvolvidas por meio dessa atividade, tornaram-se merecedoras do reconhecimento da sociedade brasileira". Selecionadas as 16 categorias (obra audiovisual cinematográfica de produção nacional, de produção estrangeira, diretor, ator, atriz, montagem, fotografia, roteiro
trilha sonora, documentário, curta-metragem, animação, obra audiovisual de vídeo, de TV, lançamento de cinema e um prêmio especial que alcançará qualquer produção audiovisual brasileira, de livre indicação pela comissão), cada uma delas receberá cinco indicações.
Suspense - Os vencedores serão anunciados em 2 de fevereiro, numa festa a que não vai faltar o suspense do Oscar. Os vencedores só serão conhecidos na hora. José álvaro Moisés acrescenta que o colégio eleitoral será formado por cerca de 400 pessoas, entre críticos, artistas e técnicos, que terão até meados de janeiro para manifestar-se. Para garantir a lisura do processo, será feita uma auditoria na contagem dos votos. Três importantes personalidades femininas do cinema brasileiro receberão homenagens especiais: Fernanda Montenegro, Vera Fischer - que Moisés chama de "nossa diva platinada" - e Zezé Motta.
Na primeira semana de fevereiro, paralelamente ao prêmio
a Secretaria do Audiovisual vai promover em São Paulo uma retrospectiva da obra do cineasta Joaquim Pedro de Andrade. Cabe ressaltar que o prêmio destinado à obra audiovisual estrangeira levará o nome do diretor de "Macunaíma". Gláuber Rocha vai apadrinhar o prêmio de obra audiovisual brasileira; Leon Hirszman, o prêmio de direção; Paulo Gracindo, o de melhor ator; Dina Sfat, o de melhor atriz; o pioneiro Humberto Mauro, o de melhor curta; e Alberto Cavalcanti, o de melhor documentário. O prêmio especial da comissão de especialistas, que não precisará ser avalizado pelo colégio eleitoral, leva o nome de Mário Peixoto, diretor do clássico "Limite".
Moisés aproveita para lembrar que o prazo para inscrição no concurso para o troféu Grande Prêmio Cinema Brasil termina no dia 12. Essa inscrição poderá ser feita mediante a entrega do projeto à Secretaria do Audiovisual, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, Bloco B, 3.º andar, sala 321, CEP 70068-900. Uma comissão formada por Radha Abramo, Frederico Moraes e Marili Brandão vai julgar os trabalhos. O vencedor, que deverá identificar e simbolizar as atividades do audiovisual no País, nos segmentos de cinema, vídeo e TV, deverá receber uma dotação no valor de R$ 10 mil.


