''Lebowski curou meu câncer'', brinca um. ''É meu maior sonho nerd realizado'', desmancha-se outro. Declarações de amor, às vezes embaraçosas, estão num documentário que acompanhou por cinco anos um festival dedicado ao filme ''O Grande Lebowski'', dos irmãos Joel e Ethan Coen.
O longa de 1998 registra as desventuras de Jeffrey Lebowski, ou ''The Dude'', algo como ''O Cara'', um maconheiro fã de boliche que é confundido com um milionário de mesmo nome, em Los Angeles.
Decepção nas bilheterias, ficou apenas seis semanas em cartaz nos EUA, mas foi o suficiente para arrebanhar entusiastas pelo mundo, alucinados por suas supostas mensagens subliminares, cenas surrealistas e personagens peculiares.
Um desses fãs é Eddie Chung, 34, um coreano que mora nos EUA desde os quatro anos. Desde 2004 ele participa do Lebowski, um festival anual que ajuda a manter a chama do Dude acesa, através de concursos de fantasia e testes de conhecimento sobre o longa. O evento foi criado por dois amigos desocupados, que conseguiram reunir 150 pessoas num boliche após criar um site-convite em 2002.
Chung acaba de lançar o documentário ''The Achievers: The Story of the Lebowski Fans'' (os empreendedores: a história dos fãs do Lebowski; US$ 18 na Amazon.com, mais taxas).
Mas não são apenas nerds cinéfilos que se debruçam sobre ''O Grande Lebowski''. Vinte e um acadêmicos lançaram recentemente o livro de 500 páginas ''The Year's Work in Lebowski Studies'' (a obra anual dos estudos Lebowski; editora Indiana University Press, US$ 16), que vem engrossar o conjunto literário já publicado sobre o personagem. Oito dos 12 ensaios estão disponíveis de graça no Google Livros.
No livro, há comparações de Dude com a ''nova esquerda'' e referências ao grupo de arte conceitual Fluxus, a Freud, a faroeste e até ao cálice sagrado.

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