O GRAMMY LATINO VEM AÍ
Agência Folha
O Grammy é distribuído anualmente pela Academia de Artes e Ciências da Gravação dos EUA, com audiência de cerca de 1,5 bilhão de pessoas em 170 países. É considerado o maior prêmio da indústria fonográfica, embora se concentre no que acontece no mercado norte-americano. São 95 categorias no total. Há prêmios para tudo, desde álbum do ano a melhor livro gravado em cassete, incluindo até melhor álbum gospel contemporâneo e melhor gospel tradicional. Entre os gêneros musicais de outras partes do mundo estão categorias mais abrangentes e competitivas.
Este ano, a categoria de melhor álbum de world music foi vencida por Caetano Veloso. Ele se tornou o nono brasileiro a ganhar um Grammy. Os outros foram Gilberto Gil, Tom Jobim, Milton Nascimento, Roberto Carlos, João Gilberto, Astrud Gilberto, Eumir Deodato e Laurindo de Almeida, que ganhou duas vezes. Veloso foi premiado pelo CD Livro, de 97 (leia texto nesta página). Há também categorias para a chamada música latina (gêneros como salsa e merengue ou rock latino), mas a presença dos chamados hispânicos no mercado norte-americano é hoje tão forte que uma nova versão do Grammy, só de música latina, será realizada em setembro que vem. Haverá, nessa versão, oito prêmios exclusivos para o Brasil.
A versão latina do Grammy vem sendo articulada há sete anos pelo produtor Emilio Estefan e pela cantora cubana Glória Estefan, que apresentou anteontem o prêmio de melhor álbum do ano. Outros latinos famosos nos Estados Unidos, como o ator cubano Andy Garcia e a filha de porto-riquenhos Jennifer Lopez, apresentaram os premiados.





