Quais são as verdadeiras bases do afeto familiar? Que efeito pode ter, em uma criança, o abandono de seus pais? O longa franco-belga ''O Garoto da Bicicleta'' - estreia desta semana na programação do Cine Com-Tour/UEL - tenta percorrer todas essas questões, mas derrapa em seu drama psicológico por causa de um roteiro fraco, com diálogos e situações que não atingem o (claro) objetivo de causar uma empatia do público com seu protagonista.

Na história, conhecemos Cyril (interpretado de maneira competente por Thomas Doret), um garoto de 11 anos de idade que foi abandonado pelo seu pai Guy (Jeremie Renier) em um orfanato. O acordo era de que ele ficaria lá por apenas um mês, enquanto seu pai resolvia problemas financeiros. Com esperança de que ele cumpra a sua parte da promessa, Cyril está inquieto; o filme começa com o menino esperneando, querendo ter de volta, de qualquer maneira, a bicicleta que ficou guardada no seu antigo apartamento.

Fica claro que, mais do que um objeto de valor emocional, ela é um símbolo do que sobrou na relação pai-filho. Na cabeça do menino, andar de bicicleta lhe dá o sentimento de ter uma companhia paterna.

Leia mais na crítica exclusiva de Rafael Ceribelli

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