O futuro da fotografia será digital Parte IV - Final
Mídias de armazenamento - As imagens digitais (obtidas diretamente por câmeras digitais ou processo de digitalização) poderão ser arquivadas em diferentes mídias. Cada uma exige cuidados específicos para preservar os dados digitais gravados.
Mídias ópticas graváveis comuns - Para permitir a gravação doméstica, foram desenvolvidos os CD-R e DVD-R (R de Recordable, ou seja, gravável), com estrutura física um pouco diferente dos CDs e DVDs convencionais (utilizados para música e filmes), que duram pelo menos 20 anos. Na camada de policarbonato é aplicada uma pintura orgânica e acima superfície refletiva (normalmente lâmina de ligas de ouro ou prata para minimizar as reações químicas com a camada orgânica) e sobre tal superfície, verniz de proteção.
A gravação ocorre pelo feixe de laser, acionado por softwares como o Nero, que provoca a queima, ou seja, as depressões (pits) nas trilhas da pintura orgânica, formando assim os binários 1 e 0 (sem e com desvio de luz) - base do sistema digital.
Tais mídias são muito práticas. Desde que de procedência idônea, tomados os cuidados básicos de manuseio, conservação e adotadas menores velocidades de gravação, podem ter vida útil de até 10 anos, o que pode ser considerado pouco comparado a vida dos filmes fotográficos (natureza analógica), que podem durar pelo menos, 5 vezes mais.
Contudo, com a invasão de produtos de procedência duvidosa e baixo custo, que utilizam matérias primas e procedimentos de fabricação de baixíssima qualidade via de regra, resultam em falhas de leitura de dados, ou seja, perda das informações em pouquíssimo tempo (ou seja, o barato sai caro).
Resposta tecnológica - A Mitsui Chemicals patenteou um processo de fabricação de CD-R e DVD-R (MAM-A Gold), com tempo de vida útil estimado de 300 e 100 anos respectivamente. Outros fabricantes, tais como a Delkin, Kodak e Memorex adotaram tal processo. Por ser novidade no Brasil e custo bem maior do que os CD-R e DVD-R convencionais (aproximadamente US$ 2,50 e US$ 3,50 cada unidade nos EUA), ainda não são encontradas no mercado nacional.
Obsolescência acelerada - Outro problema é o da obsolescência de tudo o que é ligado à informática, tanto o hardware (equipamentos) como os softwares (programas). Assim, as mídias com formatação padrão de equipamentos atuais, num futuro próximo, poderão ser incompatíveis com os padrões e programas hoje utilizados. Como exemplo, está em franca expansão a nova tecnologia Blu-ray (também conhecida como BD - de Blu-ray Disc), sucessora do DVD. Como se não bastasse, já está sendo cogitado o sucessor do DVD: o HVD (Holographic Versatile Disc), que permitiria armazenamento muito maior.
Conclusão e dicas - Inexoravelmente o futuro da fotografia tenderá a ser 100% digital. Contudo, há desafios relacionados com perenidade dos padrões tecnológicos, durabilidade, confiabilidade e preço das mídias de armazenamento digital, que por certo acabarão sendo vencidos. É só uma estão de tempo. Enquanto isso, para evitar problemas futuros na preservação e garantia da memória digital para as próximas gerações, o ideal é efetuar periodicamente backups (arquivos de segurança) e regravação em novas mídias e sistemas operacionais, o que garantirá, a qualquer tempo, a disponibilização dos dados digitais.
Mário Jorge de O. Tavares (Foto Clube de Londrina)
Serviço
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