Em 25 de setembro foi publicada a Parte II, abordando duas criativas propostas da indústria para câmeras reflex (SLR), visando fazer frente à transição da mídia analógica (filme) para digital (sensor eletrônico).
  Uma interessante alternativa para quem deseja continuar utilizando ou dispõe de filmes negativos (P&B ou em cores) ou slides e queira revitalizar tais registros interagindo no tratamento e potencializando as imagens, é fazer um ‘‘upgrade’’ tecnológico, digitalizando tais mídias.
  Alguns equipamentos de digitalização são dotados de recursos para atenuar riscos porventura existentes nos filmes mais antigos. A perda de cor e contraste (e mesmo riscos) pode ser corrigida utilizando o Photoshop (ou outro aplicativo de tratamento de imagens).
  Dois tipos de digitalizadores profissionais normalmente utilizados: Frontier da Fujifilm (Foto Célula) e Coolscan da Nikon (Foto Family).
  No caso de filmes velhos com mofo, os laboratoristas normalmente efetuam limpeza prévia cuidadosa da superfície do filme com produtos adequados (Photofloo da Kodak, álcool isopropílico, algodão levemente umedecido com tricloroetano, dentre outros), ou lavando o mesmo com água corrente e detergente líquido, esfregando-o suavemente com os dedos e secando o mesmo na estufa própria de revelação de filme ou à sombra.
  O equipamento utilizado para a digitalização é um escâner (do inglês ‘‘scanner’’), que pode ser profissional ou doméstico. O custo do serviço escaneamento em Londrina varia entre R$ 10 e R$ 21 (preços médios praticados pelo Foto Célula, Foto Family e SH Marabá), por filme de 36 fotogramas, resolução de 300 dpi (sigla em inglês de pontos por polegada) para ampliação de 10 x 15 cm e 30 x 45 cm, respectivamente. Além do preço desse serviço profissional, deve-se acrescentar o valor de CD-R ou DVD-R (sigla em inglês para CD e DVD gravável) de boa qualidade, onde normalmente são gravadas as fotos digitalizadas e das ampliações em papel fotográfico, que porventura se deseje fazer.
  Num CD-R (com capacidade típica de 700 megabytes), podem ser gravados até 6 filmes de 36 fotogramas, com resolução de 300 dpi na dimensão 10 x 15 cm, ou 2 filmes de 20 x 30 cm, ou até 1 filme se a dimensão considerada para ampliação for de 30 x 45 cm. Já num DVD-R (de uma camada de 4,7 gigabytes), a capacidade de armazenamento é praticamente 7 vezes a de um CD-R.
  Para quem não dispõe de filmes, mas apenas de ampliações fotográficas, estas também podem ser digitalizadas com escâner de mesa e devidamente tratadas (para retirar manchas, riscos, efetuar reenquadramento e transformadas), arquivadas, enviadas por e-mails, solicitar ampliações em papel fotográfico, confeccionar lembranças, etc.
  Escolha das mídias digitais deve ser cuidadosa, levando em conta a procedência, materiais empregados, facilidade de manuseio, custo e expectativa de vida útil esperada de cada uma. Esse assunto será abordado na Parte IV do artigo (com previsão de ser publicado em 27 de novembro).

SERVIÇO
  Conheça um pouco do Foto Clube de Londrina pelo site: www.confoto.art.br/fotoclubelondrina. Os encontros acontecem nos sábados das 16h às 18h, na sua sede, localizada no Centro Cultural Igapó na R. Senador Souza Naves, 2.380 – na beira do Igapó I (ao lado da Fundação Cultura Artística de Londrina/Escola Municipal de Dança – entrada de carro pela barragem). Nessas reuniões são trocadas informações relativas a diferentes conceitos e tecnologias utilizados em fotografia, além dos concursos internos, externos, exposições e saídas fotográficas.
  Qualquer comentário, sugestão ou dúvidas para as próximas publicações mensais na Folha de Londrina (previstas na última quinta-feira de cada mês), podem ser efetuadas pelo e-mail: [email protected]
Mário Jorge de O. Tavares – Foto Clube de Londrina

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