Todo mundo já ouviu essa conversa antes, mas sempre que acontece causa o mesmo efeito. A Marvel Comics anunciou em agosto do ano passado que a revista do Quarteto Fantástico, uma das mais antigas da editora, terminaria no número 587, que sai este mês nos Estados Unidos, com direito a capa plástica protetora para não revelar o conteúdo. E daí sobraram as perguntas, entre as quais a mais relevante delas: será que esse é mesmo o final da equipe de heróis-família?
Bom, em primeiro lugar, é preciso lembrar que a prática do ''retcon'' (de ''retroative continuity'') foi bastante comum nos anos 90, época em que também haviam revistas com capas protetoras para não revelar tais ''surpresas''. A década foi marcada por propostas caça-níqueis em prol do aumento das vendas, em período de decadência dos super-heróis. Foi nessa era sombria que morreram Superman e o Lanterna Verde Hal Jordan; Batman ficou paraplégico, Wolverine teve seu adamantium arrancado do corpo, Homem-Aranha virou um clone de si mesmo... Enfim, muita bobagem pra tudo voltar a ser o que era. O tal retcon.
A Marvel e a DC Comics pararam de fazer isso com tanta cara-de-pau e o universo de ambas as editoras andam mais ''honestos'' e dinâmicos, espontâneos. As coisas acontecem de uma forma mais natural e uma morte é algo que hoje em dia faz parte de um história interessante, não somente de um projeto para alavancar as vendas. Quer dizer, pelo menos é o que parece e o que os escritores esperam que os leitores engulam.
Quando o vice-presidente executivo da Marvel, Tom Brevoort disse em agosto de 2010 ''tudo o que você pensa que nós jamais deveríamos fazer será feito'', as apostas sobre o que aconteceria começaram. Afinal de contas, o quarteto já teve membros substituídos e não é a primeira vez que viraria um trio. E Reed Richards, assim como sua esposa, Susan Storm, o Sr. Fantástico e a Mulher-Invisível, respectivamente, já foram dados como mortos anteriormente também.
As projeções sobre o arco construído pelo roteirista Jonathan Hickman e o desenhista Steve Epting começam justamente por aí. Reed tem um papel importante, até mesmo para controlar seu filho, Franklin, que tem poderes quase ilimitados. Sue, em conversas de bastidores da editora, tem projetos interessantes para breve.
Já o Coisa deixou a equipe mais de uma vez e, de longe, é o que tem mais popularidade com o público, seja pela sua forma ou pelo carisma de ser um cara divertido e ao mesmo tempo solitário preso na forma de pedra. Recentemente, o personagem ganhou ainda mais apelo dramático.
As apostas dos leitores do site www.newsarama.com apontam para a morte ou o abandono de Johnny Storm, o Tocha Humana. Ele nunca teve grandes ambições no grupo e sempre esteve à sombra, especialmente na fase atual de Hickman. Com 56,2% dos votos, é a maior suspeita do público. A resposta, no entanto, só vem nas próximas semanas.

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