Até antes do Plano Real, os turistas brasileiros no Exterior chegavam a ficar constrangidos na hora de dar gorjeta, pois, mesmo juntando uma porção de notas, o valor raramente passava de uns minguados dois ou três dólares. Agora, a situação se inverteu: o valor das gorjetas dadas pelos brasileiros aumentou, enquanto a dos estrangeiros diminuiu.
Hoje, quando o garçon ou o balconista dão um troco de dois ou três reais, o turista nem faz questão de receber - e dois ou três reais valem tanto ou mais do que dois ou três dólares.
Mas há, também, o outro lado da moeda. Desde a adoção do Plano Real, os estrangeiros que visitam o Brasil reclamam dos preços altos e acabam economizando na hora de dar gorjeta.
Da parte dos turistas brasileiros no Exterior, é bom ficar sabendo de certas regras para evitar gafes na hora de gratificar bagagistas, garçons, arrumadeiras, taxistas, etc. A gorjeta varia de acordo com o país. Em alguns lugares, como a França, é uma praxe; em outros, como a Coréia, é considerada um insulto.
Não há, também, uma tabela única mas, segundo viajantes mais experientes, costuma-se dar um dólar, por mala, ao bagagista. Para o manobrista, a gorjeta varia de dois a cinco dólares.
Há casos em que o turista é apanhado de surpresa por uma mão estendida, à espera de gratificação. Nos cinemas e teatros da França, por exemplo, o lanterninha acompanha o espectador até a cadeira e só sai depois que pingarem algumas moedinhas em sua mão - no mínimo, dois francos. Há, também, países em que se costuma dar gorjeta nos toaletes dos cinemas, restaurantes e teatros. Normalmente, meio dólar é o suficiente.

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