O ‘‘fenômeno’’ está de volta. Com o livro ‘‘Veronika Decide Morrer’’, que chega às livrarias com uma tiragem inicial de 150 mil exemplares, o escritor Paulo Coelho, 50, dá sequência à carreira iniciada com ‘‘O Diário de Um Mago’’ e que o transformou no escritor brasileiro mais conhecido - e mais vendido - do mercado editorial internacional. ‘‘Virei o Ronaldinho dos escritores’’, brinca Paulo Coelho. ‘‘O Fenômeno’’, contou o escritor, é o título de um documentário que está sendo preparado sobre sua vida - uma co-produção canadense-francesa-norte-americana, ainda sem data para exibição. Para escrever ‘‘Veronika Decide Morrer’’, Paulo Coelho buscou lembranças de uma época difícil: as três internações em uma clínica psiquiátrica do Rio, entre 1965 e 1967, para onde foi mandado pelos pais e onde recebeu um diagnóstico de personalidade esquizóide.
Toda a trama de ‘‘Veronika Decide Morrer’’ é passada em um hospício na Eslovênia. O livro é diferente dos trabalhos anteriores de Paulo Coelho - mais pessimista. É a obra em que menos toca nos temas espirituais. ‘‘Exponho uma fase da minha vida em que me vi excluído da sociedade. Foi quando percebi que a loucura é o que sai do convencional’’, diz o autor. Paulo Coelho conta que sempre teve receio de tocar no tema de suas internações em respeito aos pais. Revela que foi difícil contar ao pai que tinha escrito o livro - a mãe morreu em 1993. Mas diz que tomou a decisão por achar necessário mostrar que é preciso ‘‘pagar um preço para viver sua lenda pessoal’’.
Paulo Coelho diz que ‘‘Veronika Decide Morrer’’ não é um livro autobiográfico, mas sim baseado em ‘‘uma experiência decantada, sublimada’’ de um homem de 50 anos que venceu todo esse período e decidiu falar sobre o tema. Enquanto no Brasil Paulo Coelho é notícia por causa do lançamento de ‘‘Veronika Decide Morrer’’, na Itália e no Irã os motivos são outros. O escritor foi tema da mais recente edição de ‘‘Sette’’, revista encartada no jornal italiano ‘‘Corriere della Sera’’. O motivo: seu livro ‘‘O Manual do Guerreiro da Luz’’ inspirou a estilista Donatella Versace - irmã e herdeira de Gianni Versace, morto no ano passado - na criação da nova coleção da grife.
Já no Irã, o motivo é um pouco diferente. Duas edições piratas de ‘‘O Alquimista’’ circulam no país. ‘‘Em uma delas, alguém escreveu mais 100 páginas de texto e a edição está sendo vendida lá como a ‘versão integral’ do meu livro’’, conta.

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