O ETERNO ANJO DE BERLIM
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quarta-feira, 07 de novembro de 2001
France Presse 
O centenário de nascimento de Marlene Dietrich será celebrado no próximo dia 28 de dezembro em Berlim com um gigantesco show no teatro onde a atriz debutou como corista em 1925.
A série de comemorações no começou dia 18 de outubro com a exposição ''Forever young'' no Filmmuseum da capital alemã. O evento se estenderá até o dia 17 de fevereiro de 2002.
Maria Magdalena von Losch, seu verdadeiro nome, nasceu dia 27 de dezembro de 1901 no distrito Schoeneberg de Berlim.
O mito da eterna juventude, que Marlene Dietrich tanto preservava em vida, parece indestrutível nove anos depois de sua morte dia 6 de maio de 1992 em Paris.
A atriz se enclausurou desde 1976 em seu apartamento da avenida Montaigne número 12, na capital francesa, para que o mundo não visse como envelhecia. Optou por morrer deixando viva a imagem que enlouqueceu os homens durante toda sua carreira.
Encontrou muitos homens famosos. Alguns chegaram a ser seus amantes, por algum tempo. Mas fugia de qualquer relação mais duradoura, porque temia perder seus atrativos na tela.
''Os homens giram a meu redor atraídos como insetos pela luz. E, quando se queimam, não posso fazer nada'', cantava Lola-Lola em ''O anjo azul'', o filme de Josef von Sternberg que a lançou para a fama em 1930. O papel de ''femme fatale'' que interpretava em seus filmes era encarnado também fora dos estúdios.
Odiava Elizabeth Taylor, porque, 30 anos mais jovem, tirava do caminho todos os homens interessantes. Quando queria, Marlene podia virar uma fera. Ao final de sua vida publicou de vingança uma lista de ''Os homens que arruinaram E. Taylor''.
Mas, aparentemente seus olhos nunca envelheceram. Numa anotação feita na página de uma revista ilustrada encontrada em seu apartamento, Marlene confessava que Robert Redford era ''o homem de seus sonhos''.
Para a mostra do Filmmuseum, foram reunidos cerca de 150 objetos, entre fotos e lembranças: o casaco de couro vestido por Douglas Fairbanks Jr. durante as férias que passaram juntos na Áustria em 1937; o colar que lhe foi colocado por Vittorio de Sica em 1956; um bilhete de Willy Wilder durante a filmagem de ''A Mundana'', em 1948.
Marlene, que deixou seu país depois da ascensão do nazismo em 1933 e se nacionalizou americana em 1937, era conhecida por sua disciplina prussiana. ''R-e-l-a-x, doutora, é só um filme'', lhe dizia Wilder num bilhete.


