O rock produzido em Londrina já é mais do que uma promessa. No futuro, 1996 talvez seja lembrado como o ano mais produtivo da década na área. Nunca se viu tantas bandas na cidade preocupadas em conquistar o público com músicas próprias largando o apelo fácil das ‘‘covers’’.
Nunca se viu tantas bandas pulando das garagens para os estúdios de gravação e saindo de lá com fitas prontas para ganharem capas personalizadas e serem distribuídas para o País afora. O fenômeno é nacional e repercute o que já acontecera no começo da década nas grandes capitais, quando a valorização das demos forçou uma abertura no mercado fonográfico para as bandas emergentes.
Demo é a palavra abreviada para demonstration tape, fita de demonstração. Músicos e bandas iniciantes valem-se do formato para divulgar o trabalho junto a imprensa, produtores e gravadoras. ‘‘Estamos vendendo uma cópia por dia desde o lançamento de nossa demo há um mês’’ - revela o guitarrista Marcos Papazoglou, do Cyclone Pill.
Clipe e CD Em Londrina, o estouro de registros sonoros em fitas K-7 marca um novo estágio para as bandas, que agora podem ‘‘atacar’’ os grandes centros. ‘‘A gente gravou mais para os amigos. Mas enviamos uma ou duas cópias para gravadoras também’’ - conta o vocalista Rodrigo, do trio punk The Cherry Bomb.
Empolgadas, outras bandas com demos na praça já anunciam novos projetos para 97. ‘‘Temos planos de gravar um clipe este ano’’ - anuncia Lucas, do Magik Balloon. ‘‘Não queremos mais gastar dinheiro gravando fitas. Agora nossa meta é entrar em alguma coletânea em CD’’ - diz Fernando, da Hanging Garden.
Um CD está nos planos também do Psicodeath. ‘‘Estamos em dúvida se entramos em estúdio para gravar uma demo-ensaio ou para gravar um disco. Se rolar a demo, vamos lançá-la já em fevereiro com o projeto do CD ficando para o final do ano’’ - explica o vocalista Barão.
As bandas, como se vê, estão abandonando o amadorismo que sempre marcou a cena. Quem duvidar, favor conferir o ‘‘catálogo’’ abaixo.

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